O PORTAL DA BAHIA

Notícias Eleições 2026

O Embate entre a Hegemonia Petista e a Ofensiva do "Novo Carlismo

Os dados mais recentes de institutos como Real Time Big Data (março de 2026) e Quaest indicam um cenário de disputa acirrada

O Embate entre a Hegemonia Petista e a Ofensiva do
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Os dados mais recentes de institutos como Real Time Big Data (março de 2026) e Quaest indicam um cenário de disputa acirrada Faltando pouco mais de 8 meses para as eleições gerais de 2026, a Bahia já vive um clima de pré-campanha antecipada. O cenário atual desenha uma reedição da polarização de 2022, mas com variáveis que podem alterar o destino do estado: de um lado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) busca consolidar o sexto mandato consecutivo do partido; do outro, ACM Neto (União Brasil) tenta quebrar o ciclo petista e retomar o comando do Palácio de Ondina.

Os dados mais recentes de institutos como Real Time Big Data (março de 2026) e Quaest indicam um cenário de disputa acirrada:

ACM Neto na Liderança: O ex-prefeito de Salvador mantém uma dianteira numérica nas intenções de voto (oscilando entre 41% e 44%), surfando na memória de sua gestão na capital e em uma forte presença nas redes sociais.

Jerônimo e o "Fator Lula": O atual governador aparece logo atrás (entre 34% e 38%). Embora sua rejeição tenha oscilado para cima recentemente devido a crises na Segurança Pública, sua aprovação ainda é sustentada pela forte aliança com o presidente Lula, que possui índices de votação recordes no estado.

O Time de Lula e a "Chapa Puro-Sangue" O grupo governista aposta na continuidade e na força da máquina estadual. A estratégia para 2026 deve focar em:  Aceleração de obras de infraestrutura, como a Ponte Salvador-Itaparica e a consolidação do polo industrial da BYD em Camaçari.

Chapa Majoritária: Há fortes rumores de que o PT pode vir com uma chapa "puro-sangue" ou com aliados históricos, tendo Rui Costa (Casa Civil) e Jaques Wagner (Senado) como pilares para as duas vagas de Senador, fortalecendo o palanque de Jerônimo.

A Oposição e o Discurso da Segurança
ACM Neto e seus aliados (como o prefeito de Salvador, Bruno Reis) têm batido em uma tecla sensível para o eleitor baiano:

Segurança Pública: A oposição utiliza os altos índices de violência no estado como principal combustível crítico, alegando "fadiga de material" do modelo de gestão petista que já dura quase 20 anos.

Interiorização: Neto tem intensificado viagens ao interior, especialmente ao Extremo Sul e Oeste, regiões onde o agronegócio tem forte resistência ao governo atual devido às questões de invasões de terra.

A Terceira Via e o Bolsonarismo Embora a disputa esteja polarizada, outros nomes buscam espaço:
João Roma (PL): Representando a ala mais fiel a Jair Bolsonaro, Roma tenta consolidar o voto conservador no estado. Em 2022, ele foi decisivo para levar a eleição ao segundo turno, e seu papel em 2026 será fundamental para definir se a fatura se resolve no primeiro turno ou não.

PSOL e Novo: Nomes como Kleber Rosa (PSOL) e José Aleluia (Novo) correm por fora, tentando atrair o eleitorado que rejeita tanto o PT quanto o grupo carlista. Para garantir a reeleição, Jerônimo precisa superar dois grandes obstáculos apontados por analistas políticos:

Marca Própria:
Consolidar uma identidade de governo que não dependa exclusivamente da sombra de Rui Costa e Jaques Wagner.

Segurança e Saúde:
Mitigar as críticas sobre a violência urbana e as filas da regulação na saúde, temas que aparecem como as principais dores do eleitor nas pesquisas qualitativas.

Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!