O relatório Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central, trouxe um balde de água fria para quem esperava um alívio imediato no custo de vida. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,10% para 4,17%, refletindo a pressão contínua dos preços de energia e alimentos, agravada pela volatilidade do petróleo no mercado internacional.
Enquanto a economia dá sinais de resiliência, com o PIB projetado em 1,84%, o consumidor comum enfrenta o chamado "paradoxo dos juros": a Taxa Selic, mantida em 15% (com viés de queda lenta para 12,50% até o fim do ano), continua encarecendo o crédito e o financiamento. O alento para o segundo semestre fica por conta da nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que deve injetar liquidez no consumo doméstico e oferecer o fôlego que as famílias tanto buscam.

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