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Quarta-feira, 03 de Junho 2026
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Bahia paga o preço das más escolhas no Congresso?

O problema não é apenas de imagem. Quando um estado escolhe mal seus representantes, os efeitos aparecem na vida real

Bahia paga o preço das más escolhas no Congresso?
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Por
Eliana Jorge 

A Bahia tem uma das maiores bancadas do Brasil, com 39 deputados federais e 3 senadores. Mesmo assim, aparece mal avaliada no Ranking dos Políticos, com apenas um deputado baiano entre os 100 melhores: Antonio Brito. Outros nomes, como Alice Portugal, Lídice da Mata, Daniel Almeida, Jorge Solla, Bacelar, Joseildo Ramos e Josias Gomes, aparecem entre as piores colocações da bancada baiana.

Esse baixo desempenho tem consequências diretas para o estado. Uma bancada fraca fiscaliza menos, cobra menos obras, defende menos os aposentados, servidores e trabalhadores, e perde força para atrair investimentos, infraestrutura e políticas públicas eficientes.

Na CPMI do INSS, que investigava descontos indevidos contra aposentados e pensionistas, o relatório do senador Alfredo Gaspar foi rejeitado. Entre os votos contrários estavam dois parlamentares ligados à Bahia: Jaques Wagner e Neto Carletto. A votação levantou questionamentos sobre o compromisso de parte da bancada com a apuração de irregularidades que atingem justamente os mais vulneráveis.

Outro ponto grave é a conexão baiana com o escândalo do Banco Master e do Credcesta. Reportagens apontam que o Credcesta, criado a partir da antiga Cesta do Povo, se transformou em produto de crédito consignado para servidores públicos da Bahia. O empresário Augusto “Guga” Lima, ligado ao Banco Master, recebeu inclusive a Comenda Dois de Julho da Assembleia Legislativa da Bahia, proposta pelo deputado estadual Vitor Azevedo e aprovada sem objeções.

O caso mostra como relações políticas, honrarias públicas e negócios financeiros podem se misturar sem a devida fiscalização. Enquanto isso, servidores, aposentados e pensionistas acabam sendo os mais afetados.

A conclusão é clara: a Bahia não sofre apenas por falta de recursos, mas também por más escolhas eleitorais. Parlamentares mal avaliados, pouco atuantes ou alinhados demais a interesses partidários enfraquecem o estado e deixam o cidadão sem a defesa que merece.

Em 2026, o eleitor baiano precisará olhar menos para discursos e mais para votações, rankings, investigações, presença parlamentar e resultados concretos. A Bahia é grande demais para continuar sendo representada por mandatos pequenos.

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