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Coluna/Opinião

A FUMAÇA DO CHICO: COMO A HISTERIA MILITANTE TENTA CALAR O FUTEBOL E ESCONDER A CRISE NO BRASIL

O recente episódio envolvendo o jogador e o árbitro da partida gerou um frenesi desproporcional.

A FUMAÇA DO CHICO: COMO A HISTERIA MILITANTE TENTA CALAR O FUTEBOL E ESCONDER A CRISE NO BRASIL
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A FUMAÇA DO CHICO: COMO A HISTERIA MILITANTE TENTA CALAR O FUTEBOL E ESCONDER A CRISE NO BRASIL

Como já dizia a música que tocou exaustivamente há pouco tempo: "Chico, se tu me quiseres... Pode fazer a sua fumaça... Debato política, tomo o teu partido". Ironicamente, nunca uma letra de música definiu tão bem o modus operandi da militância de esquerda e sua máquina de narrativas no Brasil atual. Eles fazem a sua "fumaça", debatem a política mais rasteira, tomam o seu partido cego e, de repente, o "Chico" do Neymar vira o maior problema da nação.

O recente episódio envolvendo o jogador e o árbitro da partida gerou um frenesi desproporcional. Sinceramente? Só falo uma coisa sobre esse caso: obrigado, Neymar, por fazer a tropa de militantes inteira acordar "de Chico" essa semana.

A que ponto chegou o Brasil? Hoje, um comentário de um jogo de futebol tem mais importância e repercussão do que as corrupções na política. Essa histeria toda é uma cortina de fumaça projetada milimetricamente para tirar o foco do brasileiro de pautas que realmente impactam o nosso país. Enquanto a internet inteira toma partido para debater uma gíria, esquecemos do que é urgente. Deixamos de questionar a bizarra atuação de Erika Hilton na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Fechamos os olhos para a fraude e o alarmante rombo do INSS, que compromete o nosso futuro. Deixamos passar batido a farra desenfreada de gastos com o cartão corporativo do governo Lula e os detalhes nefastos do caso Vorcaro.

Parece uma caça às bruxas; quando se trata do Neymar, vêm igual gavião atacar. Para entender o tamanho do exagero dessa gritaria, basta buscar a própria origem e o significado real da palavra "Chico" nesse contexto. Historicamente, a expressão divide historiadores: a primeira teoria é religiosa, ligando o apelido "Chico" ao sangramento das chagas de São Francisco de Assis; a segunda, mais arcaica, aponta para o português de Portugal, onde "chico" era sinônimo de porco (origem da palavra chiqueiro), vindo de uma época antiga em que a sociedade não compreendia a biologia feminina.

No entanto, a língua é viva, e o significado real que o povo adotou ao longo dos anos não tem absolutamente nada a ver com essas teorias acadêmicas ou opressão. No linguajar popular brasileiro, o termo hoje é puramente usado para associar a pessoa que está de birra, insuportável ou irritadiça de forma irracional.

Portanto, a tentativa de criminalizar a fala do jogador ignora o óbvio: ele não ofendeu ninguém com esse termo, quis dizer apenas que o árbitro acordou estressado, de birra, procurando problema onde não tinha. Mas hoje tudo é motivo para lacração. Nossa, tanta coisa para se preocuparem no Brasil, e a prioridade virou criar lei para repreender falas bobas que já ouvimos há anos e anos!
É muito mimimi. Isso só está boicotando os nossos direitos de pensar e de expressar o que pensamos. O futebol sempre foi o lugar do escape popular. É diversão e palavrão. Quer sutileza? Vai assistir ao balé. É só não assistir futebol e sair fora, aí não escuta falas que não agradam.

O mais revoltante é a hipocrisia de quem está querendo palco. Engraçado que, com alguém que fala abertamente que mulher não é mulher, ninguém dá esse palco todo e nem luta contra, ficam é com medo. O debate que deveriam ter de verdade é sobre como proteger as mulheres das violências sofridas, onde muitas vezes os ex-maridos e agressores saem impunes. Mas disso ninguém fala. Preferem focar na gíria inofensiva do jogador porque sempre tem uma que gosta de se mostrar quando tá sumida da mídia.

Tudo isso por causa do Chico? Não se enganem. Eles não querem proteger ninguém, querem apenas "fazer a sua fumaça", debater a sua política torta e tomar o seu partido. Mas não vamos deixar que o falso moralismo e o politicamente correto escondam a hipocrisia e os verdadeiros escândalos que corroem o Brasil.

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