A Naskar Holding, instituição financeira que tem deixado cerca de 3 mil pessoas físicas e jurídicas de todo o país em desespero desde a última terça-feira (5/5), não tem cobertura pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Estima-se que a Naskar tenha mais de R$ 900 milhões em mãos, se somados os patrimônios dos 3 mil clientes.
Criado em 1995 com autorização do Ministério da Fazenda, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é associação privada, sem fins lucrativos, que atua como espécie de seguro para pessoas físicas e jurídicas, protegendo alguns tipos de investimentos e depósitos feitos em instituições financeiras.
Os depósitos realizados pelas instituições cadastradas no FGC criam margem de segurança financeira. É esse aporte que ressarce clientes e investidores quando um banco vai à falência, por exemplo. O Fundo assegura retorno de até R$ 250 mil para 99,6% das 220 empresas catalogadas.
Quando um banco não é coberto pelo FGC, cria-se no consumidor a sensação de insegurança. É o que vem ocorrendo com clientes do Naskar após o problema revelado pela reportagem.
Em nota atualizada na tarde desta sexta-feira (8/5), a Naskar alega que identificou “inconsistências na base de dados” e prometeu normalização “o mais breve possível”.
“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível”, afirma a fintech.
Entenda o caso
- A Naskar Gestão de Ativos é uma fintech (empresa de serviços financeiros que apresenta facilidades aos clientes frente a bancos tradicionais). Chegou a ter sede no DF e, mais recentemente, tinha endereço fixo em São Paulo (SP);
- A empresa atuava captando recursos de clientes com retorno de 2% ao mês, valor bem acima do operado pelo mercado;
- Por exemplo: se uma pessoa investisse R$ 1 milhão, receberia R$ 20 mil mensais da Naskar, enquanto a empresa se comprometeria a cuidar do dinheiro aportado pelo cidadão;
- A financeira atuou por 13 anos sem problemas. Até que, no início desta semana, o pagamento mensal de rendimentos, que era previsto para segunda-feira (4/5), não foi realizado;
- Os clientes buscaram entender o que estava acontecendo e não obtiveram resposta concreta até o momento.

Comentários: