Entre os principais desafios de sua gestão estão a condução das últimas ações penais ligadas à tentativa de golpe de Estado, a análise de eventuais propostas de anistia para condenados dos atos de 8 de Janeiro e a preparação para as eleições presidenciais de 2026, quando o STF poderá voltar a ser alvo de ataques.
Na Corte, foi relator de processos de grande impacto, como os da Operação Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki, a ação que reconheceu a homotransfobia como crime de racismo e o julgamento que afastou a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas.
Estilo e expectativas
A posse de Fachin representa a aposta em uma gestão mais discreta, em contraste com a visibilidade pública de Barroso. Ele raramente concede entrevistas e evita participação em eventos de caráter político. Nos bastidores, ministros acreditam que adotará uma condução semelhante à de Rosa Weber, marcada por colegialidade e autocontenção.
Apesar da discrição, Fachin já afirmou que não se afastará do debate público quando a democracia estiver em risco. Durante um seminário recente, declarou que o STF continuará firme na defesa do Estado de Direito: “O tribunal não tem e não terá, de modo algum, tergiversado na defesa da democracia”.
Contexto político
A nova gestão começa em meio a tensões externas. O tribunal tem sido alvo de ataques de setores da direita e de críticas internacionais, como as sanções impostas pelos Estados Unidos a familiares de ministros. No Congresso, tramita a possibilidade de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, medida que deve chegar ao STF.
Com eleições presidenciais polarizadas à frente, o desafio de Fachin será manter o equilíbrio institucional e preservar a autoridade do Supremo em um dos períodos mais sensíveis da história recente do país.

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