A Crefisa está na mira do Ministério Público Federal (MPF). O motivo: irregularidades na portabilidade de contas usadas para pagamentos de benefícios previdenciários. Na prática, dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, registro de atrasos, recusas de pagamento e limitações de saque, além de suposta coação para abertura de conta corrente e venda casada de produtos.
“O INSS não compactua com práticas que acarretem prejuízos ou desconfortos aos beneficiários, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade social”, afirmou o INSS ao comunicar a suspensão do contrato.
“Diante das informações apresentadas pelo Banco Crefisa S.A., Instituto Nacional do Seguro Social e Banco Central do Brasil, oficie-se ao INSS, solicitando-lhe que informe se todas as portabilidades requeridas pelos beneficiários antes da suspensão do contrato com a Crefisa, que ainda estavam pendentes por ato da instituição financeira, foram realizadas”, pediu o MPF.
O MPF também intimou as partes para que “apresente cópia do contrato firmado entre o INSS e as instituições financeiras decorrente do Pregão Eletrônico nº 39/2024 e encaminhe cópia do processo administrativo interno instaurado em face da Crefisa para apurar o descumprimento contratual e aplicar sanções previstas no contrato e no regulamento do Pregão Eletrônico”.
O avanço das investigações acendeu um alerta no mercado, mexido com a liquidação do Banco Master e de instituições financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

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