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De ‘Jogo do Tigrinho’ à Violência Doméstica: O Lado B dos Influencers no Brasil

Entre escândalos de violência, prisões e promessas quebradas, fica claro que a corrida pelo “like” muitas vezes esconde interesses escusos e danos reais.

De ‘Jogo do Tigrinho’ à Violência Doméstica: O Lado B dos Influencers no Brasil
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O brilho das redes sociais cai por terra quando nomes em alta revelam fragilidade moral: o produtor musical DJ Ivis foi condenado a oito meses e oito dias de prisão por agredir covardemente sua ex‑esposa, Pamella Holanda, em vídeos que viralizaram nas redes e chocaram o país .

Na esfera financeira, influenciadores ligados a esquemas de jogo de azar também amargam investigações internacionais. Eduardo, conhecido por promover o “Jogo do Tigrinho”, entrou para a lista da Interpol sob suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito depois de movimentar cerca de R$ 8,5 milhões com falsos ganhos rápidos . Em Belo Horizonte, o digital influencer “Gebê” teve prisão temporária decretada sob acusação de lavagem de dinheiro, ostentando vida de luxo enquanto pilhava seguidores com promessas de renda fácil.

Não é caso isolado: o casal Chrys Dias e Débora Paixão viu bens bloqueados ao serem acusados de movimentar R$ 42 milhões em plataformas de apostas ilegais, expondo o deserviço de quem lucra com o vício dos outros .

E a lista segue com golpes de desinformação na saúde: em fevereiro de 2025, um anúncio deepfake de Drauzio Varella promoveu um suposto “detox oriental” sem qualquer registro na Anvisa, arriscando vidas com cápsulas não testadas e potencialmente tóxicas.

Não raro, produtos milagrosos vendidos por influenciadores já deixaram vítimas — uma enfermeira em São Paulo morreu de hepatite fulminante após ingerir “erva para emagrecimento” anunciada como natural. 

Além disso, boa parte dos influenciadores inflama seus números através da compra de seguidores e engajamento falso, criando uma ilusão de autoridade que raramente se traduz em impacto real junto à população. Segundo levantamento do Portal da Comunicação, cerca de 50% dos perfis analisados adotam práticas de seguidores e comentários inautênticos e reportagem do Terra detalha como empresas especializadas vendem seguidores e curtidas, alimentando uma credibilidade artificial que engana consumidores e anunciantes.

Entre escândalos de violência, prisões e promessas quebradas, fica claro que a corrida pelo “like” muitas vezes esconde interesses escusos e danos reais. É hora de cobrar transparência, ética e responsabilidade de quem se coloca como referência.

 

  • Ramhon Dias – Detido pela Polícia Civil da Bahia em 9 de abril de 2025, suspeito de integrar organização criminosa que lavava dinheiro por meio de rifas ilegais.

  • Franklin Reis – Preso na mesma operação na Bahia, conhecido pelos personagens humorísticos Neka e Abias.

  • José Roberto Santos (aka “Nanam Premiações”) – Também apontado como um dos chefes do esquema de rifas ilegais na Bahia.

  • Gabriela Silva – Parte do casal investigado em conjunto com José Roberto na operação de lavagem de dinheiro.

  • Lázaro Andrade (Alexandre Tchaca) – Policial militar e influencer, preso na mesma ação em Salvador.

  • João Neto – Advogado criminalista com 2,1 milhões de seguidores, preso em flagrante em 14 de abril de 2025 em Maceió por suspeita de violência doméstica.

 

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