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Raissa Soares impõe condição para aliança com ACM Neto

“Tem que trazer Flávio Bolsonaro para o palanque”

Raissa Soares impõe condição para aliança com ACM Neto
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A construção de uma frente ampla para enfrentar o PT na Bahia ganhou novos e decisivos contornos. Em entrevista ao portal Acorda Cidade, a médica e pré-candidata a deputada federal, Dra. Raissa Soares (PL), condicionou o apoio da ala conservadora à candidatura de ACM Neto à Presidência do Governo do Estado a um gesto explícito de reciprocidade com o cenário federal.

O fim do "Tanto Faz"

Diferente de pleitos anteriores, onde o palanque de ACM Neto buscou neutralidade em relação à disputa presidencial, Raissa Soares foi enfática: para conquistar o eleitorado de direita, Neto precisará abrir espaço para o "filho 01" do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Nós, que somos da direita, estamos aqui para dizer a ACM Neto: ‘Você quer o voto da direita?’. Então queremos que ele traga Flávio Bolsonaro para o palanque. Aí sim vamos caminhar juntos para reescrever a história da Bahia”, declarou a médica.

Espaço no Governo e Pautas Conservadoras

Além do apoio simbólico no palanque, a Dra. Raissa destacou que a aliança passa pela garantia de que o PL e a ala direitista tenham participação ativa em uma eventual gestão de Neto. Para ela, não se trata apenas de apoio eleitoral, mas de garantir que pastas estratégicas e pautas de valores conservadores sejam defendidas pelo Executivo estadual.

A pré-candidata justificou a urgência da união como a única via para encerrar o ciclo de 20 anos do PT no Palácio de Ondina, criticando severamente os indicadores de saúde, segurança e educação acumulados nas duas últimas décadas.

União Interna e o Papel de João Roma

Raissa também aproveitou para reforçar a unidade dentro do PL Bahia, destacando a liderança de João Roma, pré-candidato ao Senado na chapa majoritária. Ela explicou que, embora o partido abrigue tanto alas de centro quanto de direita — à qual ela pertence —, existe um consenso estratégico conduzido pela executiva nacional e por Valdemar da Costa Neto.

“Nós estamos em consenso. O movimento de trazer o centro faz parte do jogo político, mas a ala conservadora precisa ter a certeza de que fará parte do governo e que suas pautas serão respeitadas”, finalizou.

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