Se até o mês passado o debate era focado em segurança pública, hoje a pauta é o Relatório de Inteligência Financeira do Coaf e as investigações da Operação Compliance Zero, que miram o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ex-prefeito de Salvador, que liderava as pesquisas com folga, viu-se no centro de um turbilhão após o vazamento de dados do Coaf em 11 de março de 2026. O relatório aponta que empresas ligadas a ACM Neto receberam cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag Investimentos entre 2023 e 2025.
Neto agiu rápido. Gravou vídeos afirmando que os valores são referentes a serviços lícitos de consultoria prestados após ele deixar a prefeitura. Ele alega que os dados foram "manipulados e vazados criminosamente" para fins políticos. Ele já acionou o STF e a PGR para investigar o vazamento dos seus dados sigilosos, tentando transferir o foco da "natureza do dinheiro" para a "perseguição política" que diz sofrer.
Para o ex-ministro João Roma, o problema é mais institucional e ligado à sua atuação no governo federal. Investigadores e parlamentares da base governista (PT) querem convocar Roma para explicar o papel do Ministério da Cidadania, sob sua gestão, no credenciamento do Banco Master para operar o pagamento de auxílios e empréstimos consignados.
A "Emenda Master": Há uma lupa sobre a influência de políticos do PL e do União Brasil na aprovação de medidas que ampliaram a margem de consignados, o que fez o lucro do Master explodir nos últimos anos. Roma tem sido citado como um "aliado-chave" do banqueiro Daniel Vorcaro em Brasília, o que pode forçá-lo a prestar depoimento na recém-articulada CPMI do Master.
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