Novos detalhes surgiram sobre a venda do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Em fevereiro de 2025, o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do STF José Antônio Dias Toffoli, assinou uma procuração concedendo amplos poderes ao advogado Paulo Humberto Barbosa.
Os Detalhes da Negociação
Paulo Humberto Barbosa, que atua para o grupo J&F (dos irmãos Batista), é o atual proprietário do empreendimento. Através da procuração registrada em Marília (SP), ele foi autorizado a representar a Maridt Participações SA — empresa da família Toffoli — em reuniões decisivas sobre o futuro do resort.
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O Valor: A venda das cotas da família Toffoli foi avaliada em aproximadamente R$ 3,5 milhões.
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A Empresa: A Maridt Participações, utilizada na transação, opera em um endereço considerado de fachada.
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Poderes: O documento permitia ao advogado votar, deliberar e assinar documentos em nome da Maridt nas empresas controladoras do resort (DGEP e Tayayá Administração).
O Papel do Ministro e Contradições
Embora oficialmente o resort pertencesse a seus familiares, relatos de funcionários indicam que o ministro Dias Toffoli era tratado como o verdadeiro dono do local.
Desde o final de 2022, o magistrado teria passado pelo menos 168 dias no estabelecimento. Mesmo após a venda para o advogado da J&F, Toffoli chegou a fechar o resort para festas privadas e recebeu empresários de grande porte, como André Esteves (BTG Pactual) e Luiz Pastore (Ibrame).
Conexões com o Caso Master
A investigação também aponta que a família Toffoli manteve sociedade no resort, entre 2021 e 2025, com um fundo de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master).
O ponto crítico reside no fato de Toffoli ser o relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, sendo que tanto Vorcaro quanto Zettel figuram como investigados. Até o momento, nem o ministro, nem o advogado Paulo Humberto Barbosa se manifestaram sobre o caso.


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