O mundo volta seus olhos para o Tribunal Federal de Manhattan nesta segunda-feira, 5 de janeiro. Capturado em uma operação cinematográfica das forças especiais norte-americanas no último sábado, o agora ex-líder venezuelano Nicolás Maduro fará sua primeira aparição diante de um juiz dos EUA.
A operação "Resolução Absoluta", ordenada pelo presidente Donald Trump, não apenas encerrou décadas de chavismo no poder, mas detonou uma crise diplomática sem precedentes na América Latina.
A Queda: Infiltração e Captura
Novos detalhes revelam que a CIA infiltrou equipes em Caracas meses antes do ataque. No sábado, bombardeios estratégicos neutralizaram defesas venezuelanas (incluindo armamentos de origem chinesa), permitindo que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, fossem extraídos e levados diretamente para solo americano. Trump afirmou que os EUA podem assumir a "administração temporária" do país, focando no controle das reservas de petróleo.
Itamaraty: "Um Tapa na Cara das Leis Internacionais"
Em Brasília, o governo Lula lidera uma frente de resistência diplomática. Ao lado de México, Chile, Colômbia e Espanha, o Brasil emitiu uma nota contundente:
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Soberania em xeque: O governo brasileiro classifica a ação como um "precedente perigoso" para qualquer nação vizinha.
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Isolamento de Maduro: Embora o Itamaraty já mantivesse uma relação fria com Caracas, a crítica agora é ao "método unilateral" americano, ignorando a ONU.
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Conselho de Segurança: O embaixador brasileiro participa hoje da reunião de emergência em Nova York, onde China e Rússia prometem retaliações diplomáticas contra os EUA.
Fronteira: Tensão Máxima em Pacaraima
No extremo norte de Roraima, o Exército Brasileiro opera em estado de prontidão.
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Fluxo Migratório: Há o temor de um êxodo em massa. Mais de 1,1 milhão de venezuelanos já cruzaram para o Brasil desde 2015, e a instabilidade atual pode dobrar esses números.
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Vácuo de Poder: Enquanto o Supremo Tribunal da Venezuela aponta a vice Delcy Rodríguez como presidente interina, Washington sinaliza que ela também pode "pagar um preço alto", mantendo o país em um limbo de comando.

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