Enquanto o Brasil mergulhava na maior crise sanitária do século, foi Paulo Guedes, então Ministro da Economia de Jair Bolsonaro, quem liderou a travessia de um colapso econômico anunciado. E fez isso sem estourar o Teto de Gastos, com medidas de impacto imediato, sem criar novos impostos e ainda promovendo o fortalecimento das bases produtivas do país. Hoje, sob o comando de Fernando Haddad, o país vive uma escalada tributária, aumento da dívida pública, inflação acumulada nos alimentos, combustíveis e serviços, fechamento de empresas e uma população sufocada pelos custos do Estado.
Guedes e a resposta à pandemia
Auxílio Emergencial de R$ 600 para 68 milhões de brasileiros, totalizando R$ 294 bilhões, viabilizado por PECs de guerra e executado sem romper o Teto de Gastos.
Pronampe: programa de crédito voltado a empresas com boa gestão fiscal prévia, responsável por evitar a falência de aproximadamente 700 mil negócios.
Desoneração ampla: tributos federais zerados para combustíveis, isenção fiscal de 5 anos para o setor de turismo e alívio tributário para alimentos e itens básicos.
PIB em “V”: após retração de -3,9% em 2020, o crescimento foi de +4,8% em 2021, um dos maiores entre economias emergentes.
Criação de empresas: em 2021, o saldo líquido de novas empresas foi de +320 mil, com mais de 369 mil empregos formais gerados.
Inflação controlada até 2020; a alta de 2021 foi consequência direta da crise logística global e da guerra da Ucrânia, e não de políticas internas.
Dívida/PIB estabilizada em 73% até o final da gestão, mesmo com forte investimento emergencial.
Os limites de Guedes
Não conseguiu aprovar a Reforma Administrativa, fundamental para conter gastos de pessoal no longo prazo.
Enfrentou ruídos com o Congresso por conta do "orçamento secreto" (RP9), que limitou a transparência do gasto público.
Uso de PECs extraordinárias, mesmo que justificadas pelo contexto da pandemia, gerou críticas sobre contabilidade paralela.
Haddad: tributar para gastar
Mais de 30 novos tributos ou elevações de alíquotas criados desde 2023, atingindo desde apostas online até o agronegócio, fundos exclusivos, offshores, heranças e MEIs.
Fim da isenção fiscal ao turismo, comprometendo a recuperação de um dos setores mais afetados pela pandemia.
Reoneração dos combustíveis, elevando gasolina e diesel a níveis similares aos vivenciados durante a pandemia.
Bolsa Família reajustado para R$ 705, mas com condicionalidades que desestimulam a formalização do trabalho. Famílias evitam empregos formais para não perder o benefício, gerando um colapso silencioso na oferta de mão de obra.
Inflação acumulada nos alimentos superior a 30% em dois anos. A queda recente nos índices não reflete alívio real, já que os preços seguem altos e incompatíveis com o poder de compra.
Dívida/PIB ultrapassa 77% em 2024, com déficit primário recorde de R$ 230 bilhões em 2023.
Arcabouço Fiscal descumprido já em seu segundo ano de vigência, enfraquecendo a credibilidade do país junto ao mercado.
Mortalidade empresarial em alta, especialmente entre pequenos negócios e setores pressionados por impostos e instabilidade.
Gastos públicos: a nova ostentação
Cartões corporativos da Presidência:
Bolsonaro (2019–2022): R$ 41 milhões totais em quatro anos, incluindo todos os cartões vinculados à Presidência.
Lula (apenas 2023): R$ 38,3 milhões apenas no primeiro ano, igualando praticamente todo o gasto de quatro anos de Bolsonaro em apenas 12 meses.
Cartões corporativos totais sob Lula em 2024: mais de R$ 615 milhões em apenas sete meses, número mais de 15 vezes superior à média anual de toda a gestão Bolsonaro.
A gestão Lula tem sido marcada por comitivas numerosas, hospedagens em hotéis de luxo e uso frequente de voos da FAB, contrastando com a política austera de Bolsonaro, que priorizava hospedagem em embaixadas e comitivas reduzidas.
Comparativo econômico direto
Durante a gestão de Paulo Guedes, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,8% em 2021, enquanto com Haddad o crescimento foi de 2,9% em 2023. Guedes também entregou um saldo positivo de mais de 320 mil empresas líquidas em 2021, com 369 mil empregos formais gerados, ao passo que Haddad registrou 1,7 milhão de novas empresas, mas com aumento expressivo da taxa de mortalidade empresarial.
Com Guedes, a inflação permaneceu controlada até 2020. Já sob Haddad, os alimentos acumulam mais de 30% de alta em dois anos. Guedes não criou novos tributos e promoveu desonerações; Haddad já criou ou aumentou mais de 30 impostos. O auxílio emergencial de Guedes permitia ao cidadão continuar trabalhando sem perder o benefício. Já o Bolsa Família atual prende o beneficiário à inatividade formal.
Nos gastos públicos, Guedes administrou R$ 41 milhões em cartões corporativos em quatro anos. Com Lula e Haddad, o valor parcial de 2024 já ultrapassa R$ 615 milhões — um salto sem precedentes que representa um aumento agressivo nas despesas operacionais da Presidência. A dívida pública, estabilizada em 73% do PIB ao final da gestão Guedes, já passa de 77% sob Haddad. E o turismo, que foi desonerado por Guedes, sofre agora com reoneração e perda de competitividade.
Guedes preservou o Brasil, Haddad desestrutura
Paulo Guedes, diante de uma crise global, conseguiu preservar o equilíbrio econômico com ações emergenciais eficazes, responsabilidade fiscal e apoio ao setor produtivo. Fernando Haddad, ao contrário, amplia a carga tributária, estimula o gasto público em níveis insustentáveis e penaliza quem produz.
A retórica de que Guedes foi um fracasso ignora dados concretos. Ele salvou a economia brasileira de um colapso iminente. Haddad, por sua vez, vem gerando um processo gradual de deterioração fiscal, produtiva e social. O Brasil real, das famílias e das empresas, paga essa conta todos os dias.

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