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Exonerações em Santa Cruz Cabrália evidencia racha político e crise na gestão

A debandada atinge pastas estratégicas, como Turismo e Cultura

Exonerações em Santa Cruz Cabrália evidencia racha político e crise na gestão
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O Diário Oficial de Santa Cruz Cabrália trouxe, nesta quarta-feira (08 de abril), uma série de decretos que confirmam o que os bastidores da política local já especulavam: uma reforma administrativa forçada e um clima de instabilidade no alto escalão do governo municipal. As saídas ocorrem em um momento de pressão máxima, após duras críticas desferidas pela vereadora Indiara Pataxó na Câmara Municipal, que apontou indícios de improbidade e perseguição política.

O “Xadrez” das Exonerações

A debandada atinge pastas estratégicas, como Turismo e Cultura ( secretaria de cultura foi rebaixada a superintendencia). O que chama a atenção é o volume de pedidos de exoneração, o que pode indicar um desembarque de aliados frente às denúncias de que o prefeito estaria utilizando a máquina pública e as redes sociais para promoção pessoal e ataques a opositores.

Confira a lista dos exonerados na edição de hoje:

Nome Cargo / Função Secretaria
Geovson Oliveira Magno Secretário de Turismo Turismo
Marcelo Menezes Lopes Superintendente de Cerimonial e Eventos Gabinete/Eventos
Kauan Santos Almeida Diretor de Eventos e Projetos Culturais Cultura
Jaqueline Santos Benfica Assessoria de Relações Institucionais Governo e Comunicação
Adriano Souza de Jesus Superintendente da Pesca Agricultura e Pesca
Jorge Ferreira Veloso Superintendente de Administração e Prevenção Segurança Pública

Gestão Sob Fogo Cruzado

A oposição acusa o gestor de “governar para si”, negligenciando projetos estruturantes em favor de festas e ações de visibilidade momentânea. A denúncia mais grave envolve o suposto uso das redes sociais oficiais e pessoais para atacar a família da vereadora Indiara Pataxó, configurando, em tese, desvio de finalidade.

O Polêmico Sorteio nas Redes Sociais

Sobre o questionamento do sorteio realizado pelo prefeito em suas redes: sim, a prática pode configurar crime ou improbidade.

  1. Pela Lei Eleitoral: Pode ser visto como abuso de poder econômico ou captação ilícita de sufrágio (compra de voto), se houver proximidade com o período eleitoral.
  2. Pela Lei de Improbidade Administrativa: Se houver uso de recursos públicos ou promoção da imagem pessoal vinculada ao cargo para obter vantagem política, o gestor fere o princípio da impessoalidade (Art. 37 da Constituição Federal).
  3. Pela Legislação Federal: No Brasil, sorteios sem autorização do Ministério da Fazenda são considerados contravenção penal (jogos de azar).

Articuladores políticos demonstram preocupação com o esvaziamento do governo. Enquanto o prefeito afirma que suas redes sociais são suficientes para dar publicidade aos atos, a cidade assiste a uma paralisia em projetos de desenvolvimento. O clima na “Terra Mater” é de incerteza, e novas saídas são esperadas para os próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: MAIS BAHIA
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