A pré-candidata a deputada federal Raíssa Soares, do PL, afirmou que a tese de tentativa de golpe de Estado por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro não se sustenta. Durante sua participação no programa Se Liga Bocão na terça-feira (9), a médica defendeu que o processo de transição de governo e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contradizem a acusação.
Soares reconheceu que pode ter havido "ânimo" ou documentos sobre um golpe, mas ressaltou que faltaram os meios para concretizá-lo. "Quando eu vou pensar em justiça criminal, eu tenho que ter ânimo, eu tenho que ter desejo e ter um meio para acontecer", disse.
Ela comparou a situação atual com o golpe de 1964, mencionando que aquele evento teve o apoio de diferentes setores, como a sociedade civil, a Igreja e empresários. A médica argumentou que, no caso da suposta trama atribuída a Bolsonaro, não havia "pessoas com armas" ou "fuzis".
A pré-candidata enfatizou que a transição de governo ocorreu de forma pacífica. "Tivemos uma transição de governo. O vice-presidente [Geraldo] Alckmin falou, com 40 dias de transição, está ocorrendo tudo de forma transparente e tranquila", destacou.
Para Raíssa Soares, a passagem da faixa presidencial e a transição do poder são evidências de que não houve um golpe. "Como é que eu tenho um golpe depois que a faixa foi passada? [...] Como falo de uma trama golpista se houve uma transição de 40 dias, houve uma transferência de faixa?", questionou.
Entrevista completa da entrevistas
SE LIGA BOCÃO

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