Há algo muito errado quando os dados gritam, o povo geme, a economia sangra, mas os que deveriam ensinar o senso crítico seguem de olhos fechados, defendendo com orgulho um governo que empilha escândalos, destrói a confiança e sufoca a população. Refiro-me a uma parcela de professores, principalmente os do ensino fundamental, médio e universitário, que em vez de formadores de consciência, se tornaram replicadores de narrativas ideológicas, romantizando o colapso e ajudando a pintar de verde e amarelo um desastre em vermelho.
É chocante, em 2025, ouvir de educadores que estamos vivendo o “melhor momento econômico da última década”. Qual métrica sustenta essa afirmação? Porque os dados não sustentam. A realidade não confirma. E o povo — ah, o povo — esse sente na pele o peso da mentira.
A ECONOMIA EM 2025: UM BRASIL MAIS CARO, MAIS TRIBUTADO, MAIS DESESPERADO
A inflação voltou a corroer a mesa do brasileiro. O café triplicou de preço em relação ao mesmo período do ano passado. A cartela com 30 ovos, que custava R$ 12 em 2021, chega a R$ 30 nas gôndolas — isso quando aparece em promoção. O arroz, o feijão, o óleo, o leite e até o pão viraram itens de luxo. Segundo o IBGE, o IPCA de abril de 2025 já ultrapassa 5,7% em 12 meses, puxado pelos alimentos, energia e combustíveis.
O Brasil atingiu a maior carga tributária da América Latina e a quarta maior do mundo, de acordo com a OCDE (Relatório de janeiro/2025). E em vez de aliviar, o governo Lula 3 decidiu apertar ainda mais o cinto dos pobres e pequenos empreendedores:
Taxação de compras internacionais de até US$ 50, matando o microcomércio digital;
Aumento da tributação sobre apostas, heranças e dividendos;
Arrecadação recorde sem retorno em segurança, saúde ou infraestrutura.
ROMBO DO INSS, CORREIOS E O DESCASO GENERALIZADO
O INSS acumula um rombo superior a R$ 92 bilhões em 2025, com mais de 1 milhão de pessoas aguardando análise de aposentadorias, pensões e auxílios. A fila média de espera ultrapassa 8 meses. Denúncias de corrupção e fraudes internas foram abafadas, inclusive em relação a um dos irmãos do presidente Lula, acusado de participação em um esquema de concessões irregulares. O caso, segundo reportagens da Gazeta do Povo e da Revista Oeste, foi engavetado antes de qualquer investigação formal.
Nos Correios, o colapso é visível: entregas suspensas em centenas de municípios, funcionários sem pagamento de benefícios, e aparelhamento político escancarado. O sucateamento da empresa histórica é mais uma prova da má gestão que muitos insistem em defender com tapinhas nas costas e frases prontas.
COP30: ESCÂNDALO SILENCIOSO COM ÁGUA MINERAL A R$ 14
O governo ainda precisa explicar o superfaturamento nos preparativos para a COP30 em Belém. Relatórios do TCU apontaram gastos absurdos, como garrafas de água mineral personalizadas custando até R$ 14 por unidade, estruturas alugadas por valores 350% acima do mercado, e contratos emergenciais feitos sem licitação, sob o pretexto da “urgência ambiental”.
E o silêncio é a regra. Porque para os defensores da “governança progressista”, questionar escândalo é crime.
A VIAGEM DE JANJA E O CINISMO PRESIDENCIAL
Em abril de 2025, a primeira-dama Janja Lula da Silva embarcou em missão oficial à Etiópia, levando mais de 30 malas a bordo de um avião da FAB. O detalhe mais revoltante? A reação do presidente:
“Fiquei triste com o vazamento dessa informação.”
(Estadão, 20/04/2025)
Triste com o vazamento. Não com o exagero. Não com o gasto.
Enquanto isso, o povo aperta o orçamento pra comprar gás, a conta de luz sufoca os lares, e os remédios somem dos postos.
8 DE JANEIRO: A VERDADE ESCONDIDA
E como se não bastasse o desgoverno, vivemos hoje um colapso institucional do sistema de Justiça. O STF atua como instância investigativa, acusatória e julgadora, desrespeitando o devido processo legal. Pessoas foram presas por estarem em manifestação, por vestirem verde e amarelo, por cantarem hinos — enquanto vídeos mostram infiltrados ligados a movimentos de esquerda quebrando patrimônio, vídeos esses solenemente ignorados pelo Ministério Público e pela mídia.
Os mesmos que foram às ruas protestar contra Bolsonaro em 2018 agora chamam qualquer insatisfação contra Lula de “golpismo”. Não é democracia plena quando só um lado pode protestar. E é exatamente isso que parte da elite educadora se recusa a ver.
A EDUCAÇÃO SE RENDEU AO DOGMA
Professores — muitos deles com grande responsabilidade social — escolheram o fanatismo político no lugar da racionalidade técnica. E isso é talvez o aspecto mais grave de tudo.
Quando um professor diz que estamos vivendo o melhor momento da década, ele:
ignora os escândalos;
despreza os dados do IBGE, da OCDE e do TCU;
zomba do empreendedor que fecha as portas;
silencia diante da destruição do poder de compra do povo;
e ainda planta no aluno a ideia de que questionar é ser extremista.
A função do educador é formar pensadores, não militantes. E o que vemos hoje é o oposto: uma legião de mestres reprodutores de slogans, de frases panfletárias, de falas prontas que fazem de Lula um messias e de seus críticos, inimigos do povo.
O SILÊNCIO DOS PROFESSORES É APLAUSO PARA O COLAPSO
O Brasil não está melhor em 2025. Está sufocado. Está sendo sangrado em silêncio, com o aval de uma base educacional que preferiu se ajoelhar ao poder a se levantar pela verdade.
A omissão dos professores não é neutra — é cúmplice.
E a doutrinação que substituiu a análise técnica é um crime contra o futuro.
Como jornalista, empresário e cidadão, não posso aceitar que uma mentira repetida em sala de aula vire “consciência crítica”.
O Brasil não precisa de mais narradores do caos — precisa de educadores comprometidos com os fatos, com os dados, com a realidade e com o povo.
E quem ainda ousa dizer que estamos no nosso melhor momento... ou vive em outro país, ou fechou os olhos para não ver o estrago que ajudou a construir.

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