O último final de semana ficará marcado nos livros de história como o dia em que o fôlego da liberdade voltou a soprar sobre as terras venezuelanas. A operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro não foi apenas um ato de força militar; foi um ato de justiça humanitária. Como médica, lido diariamente com a preservação da vida e, por anos, assisti com profunda dor ao êxodo de irmãos venezuelanos que chegavam ao nosso país — e especificamente à nossa Bahia — fugindo da fome, da tortura e de um sistema que apodreceu por dentro.
Vi com bons olhos a intervenção americana. Quando as instituições de um país são sequestradas por um projeto de poder narcoditatorial, a soberania não pode servir de escudo para o massacre de um povo. A verdadeira democracia não é feita de retórica em palácios, mas de prato cheio na mesa e liberdade de expressão sem o medo das masmorras. Hoje, a Venezuela tem a chance de recomeçar, de limpar suas feridas e de reconstruir sua dignidade.
O Espelho Brasileiro
Não podemos ignorar a comparação necessária com o momento que vivemos no Brasil. Enquanto celebramos a queda de um tirano vizinho, observamos com preocupação o avanço de sombras semelhantes em nosso solo. A perseguição política, o uso de instituições para silenciar vozes conservadoras e a tentativa de normalizar regimes autoritários sob o manto da "diplomacia" são sinais de alerta que não podemos ignorar.
O apoio do atual governo brasileiro à manutenção de Maduro no poder por tantos anos é uma mancha que o Itamaraty levará décadas para apagar. É inadmissível que, em pleno 2026, ainda existam lideranças no Brasil que chamem de "sequestro" a prisão de um homem indiciado por crimes contra a humanidade e narcotráfico.
Um Compromisso com a Bahia e com o Brasil
Minha missão agora, mirando uma cadeira na Câmara Federal, é garantir que o Brasil nunca trilhe o caminho da miséria que a Venezuela percorreu. Precisamos de representantes que não tenham medo de chamar ditador de ditador. A liberdade é um valor inegociável.
Que o exemplo venezuelano sirva de lição: o poder emana do povo e para o povo, e nenhum projeto ideológico está acima da vida e da liberdade individual. O Brasil precisa acordar, e a Bahia será a voz desse despertar no Congresso Nacional.
Venceremos pelo bem, pela verdade e pela liberdade!

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