Nas últimas semanas, vi a esquerda se mobilizar em peso, como uma pequena tropa digital, tentando me calar com gritos, xingamentos e risadas em série. Chamaram-me de “gado”, “idiota”, “lunático”, “maluco”. Essa tentativa de intimidação coletiva não é novidade: é o expediente clássico de quem não tem argumento. O problema é que isso não é democracia. Democracia se constrói no confronto de ideias, não no silenciamento do adversário. Como já dizia John Stuart Mill, “quem conhece apenas o seu lado do argumento, conhece pouco”.
Chegaram a dizer que eu “defendia a PEC da Blindagem”. Nada mais falso. Desde o início a chamei pelo nome que merece: PEC da Bandidagem. E por mérito, foi arquivada pelo Senado. E aqui vale a lição: um erro não justifica outro. A diferença é que eu não passo pano para ninguém. Já a esquerda, historicamente, sempre blindou os seus: foi assim no mensalão, no petrolão e em tantos outros esquemas de corrupção que drenaram bilhões dos cofres públicos. Rui Barbosa, em 1914, já alertava: “A pior ditadura é a do Poder Judiciário; contra ela não há a quem recorrer.” E é exatamente isso que vimos quando condenações sólidas em três instâncias foram anuladas por tecnicalidades, mas nunca pelo mérito.
Também tentaram me empurrar a ideia de que Lula foi “elogiado” por Trump na ONU. Esse é o truque da meia-verdade: recortar a simpatia protocolar e esconder o discurso recheado de críticas ao governo e ao Judiciário brasileiro. Ironia maior foi Zelensky, em rede nacional, dizer que Lula ainda pensa como se a Rússia fosse a União Soviética e perguntar se o Brasil queria ser engolido por Irã, China e Coreia do Norte. Isso não é louvor, é constrangimento diplomático. Nicolau Maquiavel já dizia em O Príncipe: “Os homens julgam mais pelos olhos que pelas mãos.” A foto do sorriso pode enganar, mas a substância das falas mostra o contrário.
E, como sempre, quando faltaram respostas, sobrou a agressividade. Disseram que discutir com a direita é “dar remédio para morto”. Pois eu devolvo a questão: discutir com quem apoia um ladrão condenado é o quê? Chamar opositores de “fanáticos” não apaga que Lula prometeu nunca se aliar ao Centrão e hoje governa abraçado a ele; prometeu combustível barato e o preço disparou; jurou enterrar o imposto sindical e agora o ressuscita. Essa é a contradição que machuca — e que nenhum “kkkk” consegue esconder.
O que ficou claro é simples: não foi o meu texto que incomodou, foram os fatos que ele trouxe. E quando uma crítica só recebe xingamento como resposta, é sinal de que acertou em cheio. A esquerda pode se reunir para tentar intimidar, mas eu não me calo. Porque democracia não é um coro de aplausos cegos: é o espaço onde a verdade desconfortável precisa ser dita. E é exatamente isso que continuo fazendo.
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