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Quanto custa conquistar um turista para Porto Seguro?

Durante a ABAV Expo 2025, no Rio de Janeiro, Porto Seguro reafirmou seu protagonismo no turismo brasileiro e internacional.

Quanto custa conquistar um turista para Porto Seguro?
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Por trás dos voos lotados e das praias cheias, há uma engrenagem que move a economia: investimento privado, parceria pública e a força da hotelaria e dos receptivos.

Durante a ABAV Expo 2025, no Rio de Janeiro, Porto Seguro reafirmou seu protagonismo no turismo brasileiro e internacional.
Com uma das maiores delegações do evento, o destino marcou presença com uma estratégia clara: divulgar o verão baiano com intensidade, apresentar o Réveillon 2025 e reforçar o dinamismo de um dos destinos mais consolidados do país.

O secretário de Turismo, Guto Jones, destacou as múltiplas missões da participação:
“Estamos aqui para divulgar o nosso verão. Lançamos o Réveillon 2025 e mostramos toda a programação, dos grandes shows em Porto Seguro aos eventos privados de Caraíva, Trancoso, Arraial d’Ajuda, Taípe e Litoral Norte”, afirmou.

O estande do destino foi um dos mais visitados da feira, com painéis de LED, lounge café e posicionamento estratégico junto às operadoras e companhias aéreas.

“Ficamos próximos das operadoras para facilitar reuniões e otimizar a logística da hotelaria e dos receptivos. O objetivo é gerar relacionamento e visibilidade”, completou o secretário.

O bastidor do turismo: quanto custa uma ação de captação
Por trás das fotos, sorrisos e negociações de estande, existe uma realidade financeira pesada.
Em média, entre 30 e 60 empresas hoteleiras e receptivos oficiais das operadoras representam Porto Seguro em cada ação promocional, seja feira, roadshow, aerotour, showtour ou famtour.

Cada participante investe, em média, de R$ 8.000 a R$ 15.000 por pessoa/ação, cobrindo passagens aéreas, hospedagem, deslocamentos e alimentação.
E é importante frisar: esses valores não incluem as cotas de participação, nem os materiais promocionais exigidos em boa parte das ações.
Ou seja, o custo real é ainda mais elevado, já que cerca de metade desses eventos exige investimento adicional para cotas patrimoniais, montagem de estandes e materiais de divulgação.

“Só nessa ação da ABAV foram mais de 40 hoteleiros, que já incluem os receptivos. Nas fotos oficiais pelo menos outros 15 não aparecem, e eu sou um deles, estava em outro estande apresentando o destinos e os produtos”, relata o empresário Vinícius Brandão, da Rede Bem Bahia e CDL Porto Seguro.

“Aéreo, hotel, deslocamento e alimentação de cada profissional por cinco dias. Depois multiplique por 30 pessoas em média, e por 60 eventos ao longo do ano. É disso que estou falando, investimento agressivo, contínuo e essencial.”

Com base nessa média, cada empresa investe entre R$ 480 mil e R$ 900 mil por ano apenas para participar dessas ações, sem incluir as cotas extras.
Quando se multiplicam os valores totais, 30 empresas participando de 60 eventos anuais, com custo médio entre R$ 6.000 e R$ 15.000 por pessoa —, o resultado ultrapassa R$ 15 milhões a R$ 27 milhões por ano em investimento privado direto, aplicados exclusivamente na promoção do destino, manutenção de voos e fortalecimento da marca Porto Seguro.

Antes e depois: o novo modelo que mudou o turismo
Vale ressaltar que, mesmo com esses custos expressivos, o investimento individual dos empresários hoje é o mais baixo dos últimos anos.
Antes da atual estrutura de gestão, os hoteleiros e receptivos, além de arcarem com suas próprias despesas e patrocínios, ainda precisavam bancar integralmente os estandes, o que fazia os custos dobrarem facilmente.

Essa realidade começou a mudar com a gestão do prefeito Jânio Natal, que, ao lado do empresário Paulo Onishi, reorganizou o Conselho Municipal de Turismo, presidido pela Secretaria Municipal de Turismo (SECTUR), sob liderança de Guto Jones.
Com uma mesa deliberativa plural, formada por associações, câmaras setoriais e representantes de todos os distritos, o Conselho passou a avaliar, planejar e apoiar cada ação e evento de forma estratégica, otimizando o uso dos recursos públicos e privados.

O resultado dessa governança compartilhada foi notável:
Os custos foram racionalizados e distribuídos entre o trade e o poder público; O número de ações cresceu substancialmente; E o impacto econômico foi direto: o fluxo turístico triplicou nos últimos cinco anos, alcançando 2,5 milhões de visitantes anuais.

Esse avanço consolidou Porto Seguro como a 3ª maior potência turística do Brasil, atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, uma façanha para uma cidade de interior que superou capitais com estruturas e orçamentos muito maiores.

Ações que sustentam voos e resultados
Um exemplo emblemático é o da Argentina, que mantém sete voos semanais diretos para Porto Seguro.
Cada ação de promoção naquele mercado, como feiras e capacitações com operadoras locais, custa cerca de R$ 10.000 por empresa participante.

“Só a nossa empresa esteve em três ações dessas em 2025. Agora, quantos bares, restaurantes ou comércios estiveram lá divulgando o destino? Nenhum”, observa Brandão.

Essas ações são cruciais para sustentar a malha aérea internacional, manter o destino competitivo e garantir o fluxo constante de visitantes estrangeiros.

Investimento duplo: ir buscar e trazer o turista
Além de promover o destino no exterior, hoteleiros e receptivos também financiam a vinda de agentes de viagens para Porto Seguro, por meio de famtours e ações de capacitação.
Esses agentes são recebidos com hospedagem, alimentação e experiências turísticas custeadas pelo setor privado, conhecendo o produto na prática e tornando-se multiplicadores de vendas.

“É um investimento duplo: pagamos para ir até o turista e pagamos para trazê-lo até nós. É isso que mantém Porto Seguro vivo, competitivo e consolidado”, resume Brandão.

Enquanto isso, bares, restaurantes e o comércio local se beneficiam naturalmente desse fluxo, sem contribuir financeiramente para a captação.
“Reconhecer isso não é desmerecer ninguém, é apenas dar crédito a quem faz o turismo acontecer”, reforça o empresário.

Resultados concretos e uma gestão de impacto
Os números apresentados pela SECTUR comprovam o sucesso do modelo: Crescimento de 68,5% no turismo internacional; Novos voos fretados nacionais, como os da Operadora Quatro Cantos (Rio de Janeiro) e da E-HTL (Belo Horizonte); Mais de 300 voos previstos para o verão 2025, consolidando o destino como um dos mais procurados do país.

“A ABAV é o momento ideal para reforçar essa pujança e fortalecer ainda mais as conexões com companhias aéreas e operadoras. Porto Seguro está preparado para um dos verões mais movimentados da década”, afirmou o secretário Guto Jones.

Porto Seguro: o turismo como resultado de investimento, e não de sorte
O turismo porto-segurense é hoje um dos maiores exemplos de gestão integrada do Brasil.
De um lado, a hotelaria e os receptivos garantem o investimento privado contínuo; de outro, a Secretaria de Turismo e o Conselho Municipal asseguram a governança e o planejamento estratégico.

O resultado é um destino forte, competitivo e autossustentável, que cresce com base em planejamento, investimento e união.

“É fácil rir de uma verdade quando não se participa dela”, diz Brandão. “Mas quem vive o turismo sabe: o visitante não chega por acaso, ele chega porque alguém investiu para que isso acontecesse.”

E é esse investimento, real, constante e colaborativo, que mantém Porto Seguro entre os destinos mais vibrantes e admirados do Brasil, mostrando que turismo se faz com união, visão e coragem para investir.

Resumo dos números
60 ações promocionais por ano (feiras, roadshows, aeroshows, showtours e famtours); 30 a 60 hoteleiros e receptivos por evento (média de 30); Custo médio individual: de R$ 8.000 a R$ 15.000 por pessoa/ação (sem incluir cotas e materiais); Custo anual médio por empresa: entre R$ 480 mil e R$ 900 mil; Investimento privado total estimado: de R$ 14 milhões a R$ 27 milhões/ano; Fluxo turístico atual: 2,5 milhões de visitantes/ano;
7 voos semanais da Argentina para Porto Seguro; Crescimento de 68,5% no turismo internacional.

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