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PIB Cresce 1,4%, Mas Mérito é do Agro

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PIB Cresce 1,4%, Mas Mérito é do Agro
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O presidente Lula comemorou o crescimento de 1,4% do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2025, com alta de 2,9% em 12 meses, destacando o Brasil entre os países que mais cresceram no período. No entanto, os dados detalhados do IBGE revelam que esse resultado foi sustentado quase exclusivamente pela agropecuária, que avançou 12% no trimestre. Enquanto isso, a indústria recuou e os serviços cresceram apenas 0,3%.

Na prática, o agro impediu um PIB negativo, repetindo o papel de “motor da economia” — apesar de sistematicamente atacado por setores ideológicos do próprio governo. A agropecuária brasileira é impulsionada por gestão privada, inovação tecnológica e abertura de mercados, não por políticas recentes do Executivo. A CNA aponta que o desempenho atual se deve a safras recordes, investimentos empresariais e expansão das exportações, especialmente no setor de proteínas.

Já a indústria de transformação, a construção civil e o transporte registraram retrações, escancarando a fragilidade do setor produtivo urbano. Esse cenário contradiz a narrativa oficial de um crescimento generalizado.

Além disso, o PIB per capita segue entre os piores da América Latina, segundo o Banco Mundial, o que indica que a renda do cidadão médio não acompanha o crescimento macroeconômico. Economistas como José Roberto Afonso alertam que PIB sem redistribuição de renda, geração de empregos urbanos e produtividade ampla é apenas um número vazio.

O governo tenta vincular o avanço ao “mérito da gestão pública”, mas ignora:
A força autônoma do agro, resistente a intervenção estatal;
O colapso silencioso da indústria;
A estagnação da renda real e o aumento da carga tributária;

A ausência de políticas para fomentar a produtividade fora do campo. O Brasil cresceu porque o campo reagiu, não porque o governo planejou. O agro carrega o país nas costas, enquanto os setores urbanos agonizam. Sem diversificação e inclusão real desse crescimento, o PIB é estatística — e não prosperidade.

Fontes: IBGE (2025), CNA, Banco Mundial, FGV IBRE, CNI, Instituto Millenium

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