A médica Raíssa Soares (PL) oficializou sua intenção de disputar uma vaga como deputada federal pela Bahia nas eleições de 2026. Após concorrer ao Senado em 2022 — pleito em que ganhou notoriedade nacional e o apelido de "Doutora Cloroquina" pela defesa do tratamento precoce —, a profissional agora busca levar sua experiência de três décadas na saúde pública para o Congresso Nacional.
Em entrevista ao Jornal Band News nesta sexta-feira (16), Raíssa destacou que sua trajetória na periferia e no Sistema Único de Saúde (SUS) será a base de sua plataforma política. "Acredito que posso contribuir na política trazendo experiências do SUS e da saúde pública para o debate", afirmou a pré-candidata, que já atualizou suas redes sociais com o novo objetivo eleitoral.
Trajetória e Atuação na Pandemia
Natural de Belo Horizonte (MG), Raíssa possui um currículo extenso na linha de frente:
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20 anos no Programa de Saúde da Família (PSF).
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15 anos em Urgência e Emergência.
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10 anos em Terapia Intensiva (UTI).
Durante o auge da crise sanitária, a médica atuou em Porto Seguro, atendendo pacientes graves em unidades sem infraestrutura de UTI, experiência que, segundo ela, consolidou sua visão sobre a gestão pública de saúde em áreas de vulnerabilidade.
Foco na "Síndrome Pós-Covid" e Protocolos Clínicos
O centro do debate atual da médica é o tratamento de sequelas deixadas pelo coronavírus. Raíssa afirma ter acompanhado mais de 3.600 pacientes com sintomas persistentes, como fadiga crônica, perda de memória e dores articulares.
A médica defende um protocolo baseado em estudos internacionais que utiliza:
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Fitoterápicos e Probióticos: Uso de substâncias como cúrcuma, bromelina e natoquinase.
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Saúde Intestinal: Foco na recuperação da flora para expulsar o que ela descreve como "persistência de fragmentos virais" (proteína Spike).
Segundo a Dra. Raíssa, os resultados mostram uma melhora de até 90% nos sintomas após três meses de acompanhamento.
Posicionamento sobre Vacinas
Em um tom moderado em comparação a declarações de anos anteriores, Raíssa esclareceu que não é contrária à imunização. "Eu vi a vacina funcionar. Não posso dizer que ela não fez efeito", declarou, reconhecendo o papel dos imunizantes na redução da mortalidade global.
A pré-candidata agora defende que o cuidado com as sequelas da Covid-19 se torne uma política pública permanente, questionando o amparo governamental para aqueles que ainda sofrem com os impactos da doença.

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