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Denúncia de Invasão em Área do Paraíso Pataxós em Porto Seguro

Segundo as informações recebidas, a área invadida está situada em uma localidade de grande importância ambiental e cultural

Denúncia de Invasão em Área do Paraíso Pataxós em Porto Seguro
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Uma denúncia de invasão em uma área localizada no Paraíso Pataxós, em Porto Seguro, está gerando preocupação entre os moradores e autoridades locais. Imagens e relatos enviados à nossa redação indicam uma possível ocupação irregular na região.

Segundo as informações recebidas, a área invadida está situada em uma localidade de grande importância ambiental e cultural para a comunidade Pataxó. A denúncia aponta para a abertura de clareiras na mata e movimentação de pessoas no local, o que sugere a construção de estruturas. As imagens recebidas mostram a extensão da área afetada e a presença de veículos no local, o que reforça a suspeita de ocupação irregular. Moradores relatam que a área invadida se trata de uma Área de Preservação Permanente (APP), o que agrava a situação e configura crime ambiental.

A equipe de reportagem entrou em contato com o Prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, e com o Secretário de Meio Ambiente do município, Jânio Júnior, para obter um posicionamento sobre a denúncia e as medidas que serão tomadas e fomos informado que a SEDUR já realizou visita técnica ao local e diante da situação, acionou as medidas necessárias junto as demais instituições legais ligadas a pasta do meio ambiente.

A situação na área do Paraíso Pataxós levanta questões sobre a fiscalização ambiental e a proteção das terras indígenas na região. A invasão de áreas protegidas pode acarretar em diversos problemas, como desmatamento, perda de biodiversidade, conflitos fundiários e danos ao patrimônio cultural.

Além disso, há relatos de que a área em questão pertence à Associação dos Moradores do Paraíso dos Pataxós, correspondendo a áreas de ruas que, embora constem nos arquivos da prefeitura, não foram efetivamente construídas. Segundo informações de moradores, a invasão pode ser parte de um esquema orquestrado pela própria prefeitura, com o aval de vereadores, que estariam "plantando laranjas" para posterior venda dos terrenos. Essa informação agrava a denúncia, sugerindo um possível conluio entre o poder público e interesses privados em detrimento do meio ambiente e dos direitos da comunidade local.

Informações de uma fonte da prefeitura dão conta de que a fiscalização da Sedur (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) esteve no local e constatou a presença de barracos de lona, e não de construções.  Há ainda um alerta sobre a presença de pessoas portando armas brancas no local, o que exige cautela em eventuais ações de fiscalização e a necessidade de apoio da Polícia Militar ou da Guarda Municipal. Segundo apuramos a promotoria já encaminhou a situação para o comando da CIPA (Companhia Independente de Polícia Ambiental), unidade especializada da Polícia Militar da Bahia responsável pelo policiamento ostensivo e pela fiscalização de crimes ambientais. A CIPA atua na prevenção e repressão de infrações que causem danos ao meio ambiente, como desmatamento ilegal, queimadas, poluição e extração irregular de recursos naturais. Nossa reportagem tentou um contato com o Comando da CIPA, mas ainda não obteve resposta.

Aguardamos o retorno das autoridades competentes para esclarecer os fatos e informar sobre as providências que serão adotadas para solucionar o problema. A população local e a comunidade Pataxó aguardam uma resposta rápida e eficaz para garantir a preservação do meio ambiente e o respeito aos direitos dos povos indígenas.

Nosso reportagem entrou em contato com o Ministério Público Estadual responsável pela pasta do meio-ambiente e foi comunicado que já inicou as tratativas para conter a invação e o desmatamento da área.

É importante ressaltar que a invasão na área do Paraíso Pataxós não é um caso isolado. O município de Porto Seguro enfrenta um grande número de invasões de terra, o que tem gerado preocupação entre os moradores e autoridades. Os órgãos públicos têm se empenhado na busca de soluções para o problema, realizando fiscalizações, autuações e ações de reintegração de posse. No entanto, a situação ainda demanda uma atenção constante e um esforço conjunto de todos os setores da sociedade.

A equipe de reportagem continuará buscando contato com a cerca da invasão e buscando posicionamento das instituições legais. Será feito um levantamento junto aos órgãos ambientais para verificar a situação da área e as possíveis irregularidades, com foco na confirmação de que se trata de uma APP e na extensão dos danos ambientais.
Este é um relato inicial baseado nas informações e imagens recebidas. A matéria será atualizada com novas informações e o posicionamento das autoridades competentes.

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