Dias após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações do caso Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) iniciou um movimento de bastidores para ajustar a narrativa de sua provável saída da liderança do governo Lula no Senado. O objetivo central do parlamentar e de seus aliados é evitar que o desembarque do cargo seja associado exclusivamente ao desgaste provocado pela ação policial.
A preocupação do núcleo político de Wagner é blindar a sua imagem pública, impedindo que a renúncia à liderança soe como uma confissão de culpa ou como um pré-julgamento diante de um inquérito no qual ele sequer é réu.
“Jaques não é apegado (ao cargo). O ponto é o gesto. Ninguém pode pré-julgar. Ele tem direito à presunção de inocência”, defendeu um aliado próximo ao senador.
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O Dilema do Palácio do Planalto
Embora o senador tenha rechaçado publicamente a ideia de entregar o cargo — afirmando em entrevista à BandNews que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez nenhuma cobrança nesse sentido —, o clima nos bastidores do Palácio do Planalto é de apreensão.
Ministros e assessores diretos da presidência avaliam que a permanência de Wagner no posto se tornou politicamente insustentável. A avaliação interna é de que o senador deveria tomar a iniciativa de se afastar para cumprir duas metas essenciais:
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Proteger o governo: Evitar que a oposição utilize o caso para desgastar a gestão atual no Congresso.
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Blindar as eleições: Impedir que os desdobramentos do caso Master contaminem a campanha de reeleição de Lula.
O desafio agora reside em desenhar uma "saída honrosa" para o líder governista, equilibrando a necessidade de preservação da imagem de Jaques Wagner com o pragmatismo político exigido pelo Planalto.

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