Brasil fecha as portas para o turismo internacional: decisão de Lula 3 sobre vistos ameaça economia e setor turístico

O governo Lula 3 decidiu retomar a exigência de visto para turistas dos EUA, Canadá, Austrália e Japão, alegando o princípio da reciprocidade diplomática. A medida reverte a política de isenção adotada em 2019 e levanta preocupações sérias no setor turístico e econômico.

Embora legítima do ponto de vista jurídico, a exigência afasta visitantes de alto poder de consumo. Um turista norte-americano gasta, em média, US$ 1.870 por viagem; um canadense, US$ 1.500. Ao dificultar sua entrada, o Brasil perde bilhões em receitas com hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

Em 2023, o país recebeu apenas 6,9 milhões de turistas estrangeiros — pouco para um destino com imensa diversidade cultural e natural. Para efeito de comparação, a Torre Eiffel, na França, atraiu 6,3 milhões de visitantes, sendo 80% estrangeiros. O contraste evidencia o problema: enquanto outros países facilitam a entrada de turistas, o Brasil impõe barreiras.

A volta do visto gera impacto direto na economia:

  • Redução no fluxo de turistas internacionais

  • Menor arrecadação para o setor de serviços

  • Perda de empregos diretos e indiretos

  • Dano à imagem internacional do país

Segundo estimativas da Embratur, manter a isenção poderia dobrar o número de turistas norte-americanos até 2026. Agora, esse potencial se perde.

O problema é agravado pela falta de continuidade nas políticas públicas. Programas como o “Aquarela” foram abandonados, campanhas de promoção mudam a cada governo, e o Plano Nacional de Turismo é constantemente reescrito, sem efeitos duradouros. Diferente de países que tratam o turismo como política de Estado, no Brasil ele é tratado como política de governo — ou pior, de ocasião.

Ao priorizar uma retaliação simbólica em vez de uma visão estratégica, o governo Lula 3 sinaliza descompromisso com o crescimento do turismo. Um setor que poderia gerar divisas, atrair investimentos e impulsionar empregos continua estagnado por decisões ideológicas e falta de visão de longo prazo.

Mais do que reciprocidade, o Brasil precisa de inteligência.

FONTE/CRÉDITOS: Vinicius Brandão