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Porto Seguro! Parece que por aqui, enquanto as construções históricas tiritam de medo e a internet banda larga dá mais travada que filme pirata em domingo de chuva, o que realmente cresce são as "cidades cenográficas" erguidas pelos nossos ilustres moradores de rua. Denominados carinhosamente de "nóias", esses empreendedores do barraco estão transformando nossas preciosas reservas naturais em verdadeiros paraísos do consumo e outras atividades que a gente prefere nem detalhar, né? Um ambiente tão perigoso que faz a Zona da Morte de Mortal Kombat parecer um piquenique no campo. E, pra completar, os constantes arrombamentos a casas comerciais e residências viraram a rotina que ninguém pediu, gerando prejuízos que fazem qualquer contador chorar.
E o que dizer dos nossos valorosos empresários e comerciantes? Ah, esses coitados! Com os prejuízos empilhando mais que coco na praia, eles se veem de mãos atadas, impedidos por lei de sequer montar uma guarda de honra com estilingues, quem dirá se armar para defender seu ganha-pão. As autoridades, tanto municipais quanto estaduais, parecem estar em um concurso de silêncio, sem apresentar uma única ideia brilhante para resolver essa novela mexicana que já dura tempo demais.
A situação, meus caros, está insuportável! Chega a ser cômico, se não fosse trágico. A gente se pergunta: será que vai chegar o dia em que o empresariado, em um ato de desespero e puro empreendedorismo criativo, vai ser obrigado a fundar o "Esquadrão Varre-Nóia"? Um grupo de extermínio movido a café e boletos atrasados, com a missão de "limpar" a cidade e garantir que o turismo floresça novamente, sem o charme adicional das nossas mini-favelas urbanas? Afinal, se a lei não permite a defesa, talvez a inovação surja de onde menos se espera… Ou talvez, quem sabe, alguém realmente faça alguma coisa antes que os turistas comecem a cobrar ingresso para visitar as "atrações" mais peculiares de Porto Seguro.
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