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Quinta-feira, 25 de Junho 2026
Polícia

Polícia Federal colhe DNA e faz perícia em celulares para obter provas das invasões em Brasília

Peritos da PF tentam descobrir pistas sobre a invasão e, principalmente, quem são os financiadores dos protestos; oitivas dos detidos devem ser finalizadas na sexta-feira

Agazetta
Por Agazetta
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Polícia Federal colhe DNA e faz perícia em celulares para obter provas das invasões em Brasília
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A Polícia Federal começou a comparar o DNA das pessoas detidas pelas invasões aos prédios públicos na Praça dos Três Poderes (Palácio do Planalto, Congresso e Superior Tribunal Federal), em Brasília, no último domingo, 8, com o material genético colhido após os atos de vandalismo. Fezes, urina, pele e cabelo dos manifestantes foram coletados dentro dos edifícios vandalizados nos atos de 8 de janeiro. Este cruzamento de dados genéticos poderá ser usado como prova contra os 1.418 manifestantes presos — por exemplo, aferir se alguém de fato entrou nos prédios federais. Além disso, a PF tem mãos em mais de mil celulares apreendidos. Os peritos tentam descobrir pistas sobre a invasão e, principalmente, quem são os financiadores dos protestos. As oitivas dos detidos devem ser finalizadas na sexta-feira. Entre os mais de 1.400 presos, aproximadamente 600 foram liberados por questões humanitárias.

Moraes ainda acolheu uma solicitação da Procuradoria-Geral da República e incluiu Jair Bolsonaro (PL) nas investigações devido a uma publicação nas redes sociais do ex-presidente em 10 de janeiro, dois dias depois dos atos de vandalismo. Segundo o ministro do Supremo, o ex-mandatário da República “se posicionou de forma atentatória às instituições”. O magistrado não determinou quando será o interrogatório de Bolsonaro, que está fora do país — ele viajou para a Flórida, nos Estados Unidos, no último dia 30 de dezembro. Torres também estava no Estado da Costa Leste americana antes de voltar ao Brasil e se entregar à Polícia Federal, mas não há nenhuma evidência de que eles se encontraram.

A oposição quer implicar o ministro da Justiça, Flávio Dino, nas investigações sobre os atos de 8 de janeiro. Baseado em alertas que a Agência Brasileira de Inteligência soltou antes dos violentos protestos na Praça dos Três Poderes, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirma que Dino sabia o que iria acontecer e que, por isso, pedirá o afastamento e a prisão do ex-governador do Maranhão. “Tanto ele como o presidente Lula, sabiam de tudo e deixaram a tragédia acontecer”, disse Val, em seu perfil no Twitter. O parlamentar publicou um documento que mostra o ministro dizendo que poderia chamar a Força Nacional em caso de necessidade. “Então por que não chamou”, questiona Marcos do Val.

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