O Brasil assistiu a um dos maiores escândalos da pandemia: a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, presidido na época por Rui Costa, então governador da Bahia e hoje ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula. R$ 48,7 milhões foram pagos antecipadamente à empresa Hempcare, que nunca entregou sequer um único respirador.

A Polícia Federal descobriu que o dinheiro público foi parar em contas de laranjas, custeou carros de luxo e bancou um esquema criminoso. Diálogos encontrados no celular de intermediários revelam proximidade direta entre os envolvidos e o próprio Rui Costa. A empresária Cristiana Taddeo, sócia da Hempcare, devolveu R$ 10 milhões em acordo de delação premiada e apontou o lobista Cléber Isaac como um dos articuladores do golpe, que se apresentava como amigo pessoal de Rui Costa e de sua esposa, Aline Peixoto.

Mesmo com todos esses indícios, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo contra Rui Costa, alegando falta de provas para responsabilizá-lo. Uma decisão que envergonha o país e alimenta o sentimento de impunidade. O que seria um escândalo de grandes proporções em qualquer nação séria, aqui termina em proteção política e silêncio institucional, já que o investigado agora é homem forte do governo Lula.

O Brasil não pode aceitar esse tipo de blindagem. Não podemos normalizar o desvio de dinheiro em plena pandemia, enquanto pessoas morriam sem ar, e governantes faziam negócios sujos com empresas de fachada.

Esse caso não pode ser esquecido nem engavetado. Justiça não pode ser seletiva. O país exige respostas, investigação séria e responsabilização de todos os envolvidos — inclusive e principalmente aqueles que ocupam os mais altos cargos do poder.

Este mesmo cidadão, vulgo Rui Correria, esta se credenciando ao cargo de Senador na próxima eleição. Pena que nosso povo tem a memória curta ou prefere não enxergar.