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Em menos de dois anos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, os Correios mergulharam em uma das piores crises financeiras da sua história. A estatal, que registrou lucros consecutivos entre 2019 e 2022, agora enfrenta um patrimônio líquido negativo de R$ 6 bilhões, conforme revelou matéria recente do jornal O Estado de S. Paulo, em uma manchete direta: “A sinuca dos Correios”.
Segundo a reportagem, a empresa hoje sofre com excesso de funcionários, baixa produtividade e participação pífia no mercado. O cenário atual inviabiliza qualquer tentativa de privatização, pois “vender” uma estatal nessas condições seria entregar prejuízo ao comprador — e ao país.
O que mudou?
Entre 2019 e 2022, os Correios passaram por um processo de modernização, controle de gastos e digitalização de serviços. Mesmo com os efeitos da pandemia, a estatal fechou 2021 com lucro superior a R$ 3,7 bilhões, segundo balanços oficiais da empresa. Em 2022, mesmo com retração econômica, ainda houve superávit.
Com a chegada de Lula ao Planalto em 2023, o foco mudou. A pauta de privatização foi abandonada, e cargos estratégicos passaram a ser ocupados por indicações políticas. Investimentos operacionais foram reduzidos, enquanto gastos com folha aumentaram.
Onde está o dinheiro?
Além da má gestão operacional, denúncias surgiram sobre contratos com empresas de comunicação e cultura, que desviaram o foco da estatal de sua função essencial: a logística. A crítica recorrente é de que os Correios foram utilizados como instrumento de propaganda governamental, enquanto suas entregas atrasavam e sua competitividade despencava frente a operadores privados.
Em meio à alta da inflação e da taxação de produtos importados — que reduziu as compras online — a receita dos Correios caiu drasticamente. Mas economistas afirmam que o verdadeiro problema foi a falta de planejamento estratégico e o retorno de práticas políticas antigas, como a ocupação de cargos sem critérios técnicos.
O rombo de R$ 6 bilhões nos Correios é mais que um número: é um retrato fiel da política econômica adotada no Governo Lula 3. Em vez de manter o que estava funcionando, optou-se por aparelhamento político, aumento de despesas e abandono da gestão moderna. O resultado: uma empresa que dava lucro foi transformada em um problema bilionário para o país.
Enquanto isso, quem paga a conta é o contribuinte.
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