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O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) rejeitou a resolução do Brasil para a guerra no Oriente Médio que acontece desde o dia 7 de outubro. A proposta brasileira teve 12 votos a favor, um contra e duas abstenções, do Reino Unido e da Rússia. Os Estados Unidos foram os responsáveis por vetarem a proposta do Brasil, alegando que no texto não há menção ao direito de Israel se defender. Para que uma resolução seja aprovada, é preciso ter os votos de pelo menos 9 dos 15 membros do Conselho, incluindo os membros permanentes – Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos. Os países do conselho rotativo são: Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes. A reunião, que começou na segunda-feira, 16, com a proposta da Rússia, também rejeitada, era para ter continuado na terça-feira, contudo, foi adiada para a manhã desta quarta-feira, 18.
Na terça-feira, 17, após o ataque a um hospital em Gaza, que deixou 471 mortos, e gerou revolta mundial, o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, defendeu que neste momento há a necessidade de um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas na região da Faixa de Gaza, e que a continuação da guerra significa a morte de mais palestinos. O número de mortos no conflito que acontece desde o dia 7 de outubro se aproxima de 5.000 no 12ª dias da guerra. Em Gaza, são 3.478 mortos, já em Israel, 1.400. Os refugiados internos também aumentado a medida que os bombardeios ficam mais incessantes na região. A agência de refugiados da ONU disse que são mais de um milhão, em uma região que antes do conflito tinha mais de dois milhões habitantes. No enclave palestino há centenas de estrangeiros, incluído um grupo de cerca de 30 brasileiros que aguardam a abertura da fronteira de Rafah para embarcarem em um avião presidencial que chegou hoje ao Egito.
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