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Trânsito parado, filas intermináveis, caminhões presos, ambulâncias bloqueadas, ônibus escolares em risco, passageiros no desespero e prejuízo atrás de prejuízo.
Mas fiquem tranquilos: tá tudo sob controle — segundo os 63 deputados estaduais da Bahia… e os prefeitos que sumiram.
❌ Nenhuma moção de repúdio.
❌ Nenhuma visita ao local.
❌ Nenhuma cobrança ao DNIT.
❌ Nenhuma linha nas redes sociais.
❌ Nenhum plano de emergência.

E os prefeitos?
Ah, sim… os prefeitos. Aqueles que adoram dizer que “lutam pelo progresso das nossas cidades” — de preferência, de terno, na cabine de um avião fretado — desapareceram. Nenhuma comitiva. Nenhuma fala pública. Nenhuma defesa firme da população que está sofrendo na pista.
Parece que o povo da BR-101 não entra na rota do progresso — pelo menos não quando tem poeira, buraco e povo esperando socorro.

Enquanto isso... As empresas de transporte intermunicipal também seguem firmes… no improviso. Ônibus lotados de passageiros parados por horas em desvios perigosos, sem nenhuma estrutura, sem segurança, sem assistência, sem dignidade. É a perfeita junção do descaso público com o despreparo privado.
Impactos imediatos: Filas quilométricas e desespero generalizado; Produção agrícola e mercadorias travadas; Desvios por rotas precárias e mal sinalizadas; Crianças sem aula, pacientes sem atendimento; E um governo completamente alheio.
E o DNIT? E o Governo Federal? Sumiram também. A ponte apresenta problemas estruturais sérios, mas ninguém sabe quando — ou se — será liberada. A falta de manutenção preventiva, o abandono da infraestrutura federal e a ausência de planejamento estão expostos em praça pública, como um escândalo rodoviário à luz do dia.
A BR-101 é uma das principais rodovias do Brasil, ligando o Nordeste ao Sudeste. Sua paralisação afeta diretamente a economia, a mobilidade e a vida de milhares de brasileiros.
O nome disso não é só omissão. É desprezo. A ponte está interditada. A BR-101 está travada. As empresas estão despreparadas. Os prefeitos sumiram. Os deputados se calaram. E o povo? O povo paga a conta.
Mas pode esperar: ano que vem tem eleição. Aí aparece deputado posando com cone em desvio de estrada, prefeito de colete tirando selfie no barro, e promessas brotando como asfalto em propaganda de TV.
A gente já viu esse filme. Spoiler do final? O povo paga — e eles somem.
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