Articulação com Marco Rubio viabilizou ida de Flávio Bolsonaro aos EUA após decisões judiciais, diz aliado de Trump. A viagem do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos ganhou novos contornos diplomáticos nesta terça-feira. De acordo com declarações recentes, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, teria articulado a ida e a recepção do parlamentar brasileiro em território americano.

A informação foi divulgada pelo advogado Simón Levy, ligado ao entorno político de Donald Trump. Em publicação na rede social X, Levy apontou que a movimentação contou com coordenação direta de Washington: “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou.

O episódio evidencia a atenção com que lideranças conservadoras internacionais vêm acompanhando o quadro institucional brasileiro.

Pressão jurídica e embarque

A saída do senador do país ocorreu logo após as eleições de 2026, impulsionada por decisões expressas do Judiciário. Poucas horas depois do encerramento das urnas, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega do passaporte do parlamentar. Aliados de Flávio sustentam que a medida faz parte de um cerco para desmobilizar adversários do Palácio do Planalto, justificando a rápida ponte diplomática que viabilizou o embarque antes do cumprimento da ordem judicial.

Repercussão em Brasília

O caso provocou forte reação na capital federal. Enquanto governistas criticam a postura do senador e cobram respostas institucionais rígidas, a oposição celebra o apoio de republicanos norte-americanos frente às pressões sofridas pela direita no Brasil. Com isso, a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA projeta a crise política nacional para o centro do debate diplomático internacional.