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Queda de Maduro incendeia debate político na Bahia e vira combustível para as eleições de 2026

O "Racha" na Política Baiana

Queda de Maduro incendeia debate político na Bahia e vira combustível para as eleições de 2026
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A prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos gerou uma onda de manifestações na direita baiana, que utilizou o evento para reforçar o discurso de combate a regimes autoritários e para criticar o alinhamento histórico do PT com o governo venezuelano.

Além da Dra. Raissa Soares, outros nomes de peso da oposição na Bahia se posicionaram:

João Roma (PL): O ex-ministro da Cidadania e atual presidente do PL na Bahia foi enfático ao classificar o episódio como o "desfecho inevitável de uma ditadura baseada no crime". Roma destacou que a captura de Maduro é um recado claro de que "a impunidade para tiranos tem data de validade" e aproveitou para alfinetar o governo estadual e federal pela proximidade diplomática com o regime chavista.

ACM Neto (União Brasil): Embora mantenha um tom mais institucional focado em seus planos para o Governo da Bahia, Neto afirmou através de interlocutores e notas de sua base que "a democracia deve ser o único caminho para a América Latina". Ele ressaltou que a situação na Venezuela é um exemplo de como a má gestão e o autoritarismo destroem nações, defendendo que o Brasil foque em proteger suas fronteiras e os cidadãos baianos que vivem na região.

Deputado Jorge Solla (PT-BA) vs. Oposição: O debate esquentou na Assembleia Legislativa (ALBA) e na bancada baiana em Brasília. Enquanto Solla chamou Donald Trump de "ladrão de petróleo" e classificou a ação como sequestro, deputados da oposição baiana, como Capitão Alden (PL), ironizaram as críticas da esquerda, afirmando que "choro de aliado de ditador é música para quem defende a liberdade".

Dra. Raissa Soares, que desponta como forte candidata à Câmara Federal, liderou as reações à direita. "Vi com bons olhos essa prisão; é o fim de um ciclo de tirania", afirmou a médica, sendo acompanhada pelo tom crítico de João Roma, que vê na ação americana o "fim da linha para o narcoterrorismo vizinho".

Do lado oposto, o governador Jerônimo Rodrigues e o deputado Jorge Solla mantêm a defesa da soberania, denunciando o que chamam de "imperialismo desenfreado". Para analistas, esse embate ideológico deve dominar as propagandas partidárias nos próximos meses, forçando candidatos ao Governo do Estado, como ACM Neto, a equilibrarem o discurso entre a condenação ao regime de Maduro e a defesa da estabilidade democrática regional.

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