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O "Elo Baiano" entre o Ministério da Cidadania e a Quebra do Banco Pleno

Renan Santos (MBL) detalha como decretos assinados por João Roma no Ministério da Cidadania podem ter pavimentado o caminho

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Renan Santos (MBL) detalha como decretos assinados por João Roma no Ministério da Cidadania podem ter pavimentado o caminho para um esquema bilionário de consignados.

Quem é Renan Santos?
Renan Santos (nascido em 1984) é um dos fundadores e o principal articulador estratégico do Movimento Brasil Livre (MBL). Em novembro de 2025, ele se tornou o primeiro presidente do Partido Missão, a legenda oficial criada pelo movimento para disputar as eleições.

Trajetória Política

Fundação do MBL: Foi um dos rostos centrais nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff entre 2014 e 2016.

Estratégia: Diferente de outros nomes do MBL que buscaram cargos eletivos cedo (como Kim Kataguiri), Renan sempre atuou nos bastidores como o "maestro" da orquestra, focando na formação de lideranças e na comunicação digital do grupo.

Eleições 2026: Atualmente, ele é apresentado como o pré-candidato do Partido Missão à Presidência da República. Sua plataforma foca no combate ao crime organizado e em uma ruptura com a polarização entre Lula e Bolsonaro.

Posicionamento Ideológico

Embora tenha surgido no campo do liberalismo econômico clássico, Renan hoje defende uma visão que ele chama de pragmática:
Estado Catalisador: Defende que o Estado não deve ser o dono da economia, mas sim um incentivador da iniciativa privada.
Segurança Pública: É sua principal bandeira para 2026, propondo uma "guerra declarada" às facções criminosas.
Independência: Mantém uma postura crítica tanto ao governo atual quanto ao bolsonarismo, o qual classifica como uma "direita ineficiente".

Controvérsias e Histórico

Ao longo de sua carreira, Renan enfrentou diversos desafios jurídicos e políticos:
Processos: Historicamente, ele e sua família foram alvo de processos civis e trabalhistas relacionados a empresas anteriores à criação do MBL.
Rompimentos: Protagonizou rompimentos políticos barulhentos, como com o ex-presidente Jair Bolsonaro e, mais recentemente, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Publicações

Ele é coautor do livro “Como um grupo de desajustados derrubou a presidente: MBL: a origem”, onde detalha os bastidores da criação do movimento e as táticas de mobilização de rua.

O "Elo Baiano da Corrupção"

O cenário político baiano e brasiliense foi sacudido nesta terça-feira por revelações que conectam a cúpula do antigo Ministério da Cidadania a um dos maiores colapsos bancários recentes do país. Em entrevista ao programa Flow News (edição #032), Renan Santos, liderança do MBL, trouxe à tona detalhes de um suposto esquema de favorecimento envolvendo o ex-ministro João Roma (PL), seus assessores diretos e o conglomerado financeiro ligado ao Banco Master e ao recém-liquidado Banco Pleno.

Em entrevista explosiva ao Flow News, Renan Santos (MBL) detalha como decretos assinados na gestão de João Roma no Ministério da Cidadania podem ter pavimentado o caminho para um esquema bilionário de consignados que culminou na liquidação de banco pelo BC.

A Gênese no Consignado Segundo Renan Santos, o estopim do esquema remonta ao período em que João Roma chefiava o Ministério da Cidadania. Na época, decretos que regulamentavam o crédito consignado e o auxílio emergencial teriam beneficiado diretamente o produto Credit Sexta, que serviu de base para a ascensão do Banco Master.

"O escândalo do Banco Master começa com o escândalo do Credit Sexta... que foi o produto que deu origem ao banco", afirmou Renan entre os minutos 55 e 58 da entrevista.

Link da entrevista: https://www.youtube.com/live/YQ7E5cimEus?si=wgy7tk537sww4Dqg

Transcrição e Extração da Fala
Neste trecho, Renan Santos detalha como o esquema do Banco Master e do Banco Pleno teria raízes no Ministério da Cidadania durante a gestão de João Roma.

O "Decreto do Consignado":
Renan afirma que João Roma, enquanto Ministro da Cidadania, foi o responsável por assinar decretos relacionados ao auxílio emergencial e crédito consignado. Segundo ele, esses atos não afetaram apenas o auxílio, mas permitiram que bancos e empresas de produtos financeiros (como o Credit Sexta) realizassem operações que inflaram seus balanços.

A Origem (Credit Sexta):
Renan diz: "O escândalo do Banco Master começa com o escândalo do Credit Sexta... que foi o produto que deu origem ao Banco Master". Ele cita que o gestor era Augusto Lima (Guga Lima).

O Banco Pleno como "Bote de Salvação":
Renan explica que, quando o Banco Master começou a enfrentar problemas, foi autorizada uma cisão para o Banco Pleno. Augusto Lima teria levado ativos do Master para o Pleno em uma tentativa de salvar o capital. Recentemente (fevereiro de 2026), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno.

Conexão Política:
Ele destaca que, quando João Roma saiu do ministério para concorrer ao governo da Bahia, deixou em seu lugar um aliado que deu continuidade às operações favoráveis a esse grupo financeiro.

Dados Confirmados
Cruzando as informações da sua fonte com registros oficiais:

O "Ministro Bento": O sucessor de João Roma foi Ronaldo Vieira Bento. Ele foi Chefe de Gabinete de Roma e assumiu o Ministério da Cidadania em 31 de março de 2022.

Nota: O nome de Ronaldo Vieira Bento aparece na lista de administradores com bens tornados indisponíveis pelo Banco Central após a liquidação do Banco Pleno (fevereiro/2026).

Vitor Azevedo e a Medalha: O deputado estadual Vitor Azevedo (PL), ex-chefe de gabinete de Roma, de fato propôs a Comenda 2 de Julho (maior honraria da ALBA) para Augusto Ferreira Lima (o "Guga Lima"), CEO do Banco Pleno e ex-sócio do Master.

Roberta Roma e a CPI: A deputada federal Roberta Roma (esposa de João Roma) tem sido apontada nos bastidores por não endossar investigações que mirem o setor de consignados ou o Banco Master, partido de uma ala do próprio PL liderada por deputados como Jorge (PL).

A Caneta de Ouro: Como decretos assinados na gestão Roma no Ministério da Cidadania beneficiaram operações de crédito consignado que inflaram o Credit Sexta/Banco Master.

A "Dança das Cadeiras" e o Fator Bento
A denúncia ganha contornos mais graves ao observar a sucessão no ministério. Quando João Roma deixou o cargo para disputar o Governo da Bahia, seu então Chefe de Gabinete, Ronaldo Vieira Bento, assumiu a pasta.

Recentemente, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Pleno (fevereiro/2026), o nome de Ronaldo Bento surgiu na lista de administradores com bens tornados indisponíveis. A suspeita é que Bento teria atuado como uma "ponte" para garantir a continuidade das operações favoráveis ao grupo financeiro após a saída de Roma.

O Triângulo:
Vitor Azevedo e a Medalha 2 de Julho As conexões chegam à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O deputado estadual Vitor Azevedo (PL), que também foi braço direito de Roma no ministério, é peça-chave na narrativa. Azevedo foi o proponente da Comenda 2 de Julho — a mais alta honraria da Bahia — para Augusto Ferreira Lima (Guga Lima), CEO do Banco Pleno e figura central nas operações do Master.

Fontes ligadas ao Portal AGAZETTA apontam que essa homenagem não foi apenas protocolar, mas um símbolo do trânsito livre que o alto escalão do banco possuía com o grupo político de Roma.

A Mulher Deputada
A matéria também levanta questionamentos sobre a atuação da deputada federal Roberta Roma (PL). Enquanto uma ala do próprio Partido Liberal, liderada pelo deputado Jorge, tenta emplacar uma CPI do Consignado para investigar as taxas abusivas e as manobras dos bancos Master e Pleno, Roberta tem se mantido distante da lista de assinaturas. Para analistas, a recusa em apoiar a investigação seria uma tentativa de proteger o espólio político e financeiro do marido.

O Veredito das Urnas e dos Tribunais
O que Renan Santos expôs no Flow News não é apenas uma acusação política de corredor; é o desenho de uma engrenagem que, se confirmada, mistura o uso da máquina pública federal com o favorecimento de elites financeiras. Enquanto as famílias brasileiras buscavam no auxílio e no crédito consignado uma saída para a crise, nos bastidores de Brasília e Salvador, o "clã de João Roma" parecia pavimentar uma estrada de mão única para o enriquecimento e a blindagem.

A liquidação do Banco Pleno pelo Banco Central e a inclusão de nomes do alto escalão do antigo Ministério da Cidadania na lista de indisponibilidade de bens são sinais de fumaça que o Portal AGAZETTA continuará acompanhando. A pergunta que fica para o eleitor baiano e para a justiça brasileira é: até onde vai o rastro desse dinheiro e quem, afinal, pagará a conta desse "banquete" de bilhões?

O Outro Lado e Direito de Resposta
O Portal AGAZETTA preza pela isenção e pelo jornalismo ético. Reiteramos que este veículo de comunicação mantém o espaço integralmente aberto para que todos os citados enviem suas notas de esclarecimento, contrapontos ou defesas. O compromisso do Portal é com a verdade dos fatos e a pluralidade de vozes.

Até o fechamento desta edição, a assessoria de João Roma e dos citados não se manifestou oficialmente sobre as declarações de Renan Santos no Flow News. O espaço permanece aberto para o contraditório.

Nota da Redação:
Caso alguma das partes deseje se manifestar, o texto será atualizado imediatamente com a versão dos citados. Contato: grupotripper@gmail.com Nota do Editor:  As informações acima são baseadas nas declarações de Renan Santos e na investigação publicada pela Revista Valete e em sua entrevista ao Pdcast Flow News.

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