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Líder do governo afirma que TSE e pesquisas eleitorais favoreceram a vitória de Lula

Deputado Ricardo Barros (Progressistas) lamentou a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e fez projeções sobre o que esperar do próximo presidente

Líder do governo afirma que TSE e pesquisas eleitorais favoreceram a vitória de Lula
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O aliado de Jair Bolsonaro (PL) avaliou que as decisões do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, e a divulgação de pesquisas eleitorais beneficiaram a campanha petista e propiciaram a vitória do ex-presidente: “Um país dividido, um país com dois projetos diferentes para escolher. Portanto, muito trabalho para qualquer um que vencesse, para reunificar o país. O ex-presidente Lula deve fazer um grande agradecimento ao ministro Alexandre de Moraes e a Justiça Eleitoral, que o favoreceram grandemente na campanha. As pesquisas eleitorais equivocadas também o favoreceram grandemente na campanha. Quando a pesquisa é técnica e séria, ela acerta, quando ela tem a intenção de influenciar o eleitor de forma diversa por ordem do seu contratante ou por imperícia do instituto, ela erra, não é punida por isso mas influi no resultado da eleição”.

O líder do governo na Câmara não deu detalhes sobre como devem ser os próximos passos do presidente Bolsonaro e lamentou a derrota do candidato: “Eu conversei ontem com o presidente apenas para me solidarizar com ele, me colocar à disposição. Não tratei dessas questões do seu pronunciamento, ou de qualquer outra medida que ele venha tomar. Eu acredito que a reação, de um modo geral, da população é de decepção por parte dos bolsonaristas. Nós tínhamos um quadro econômico muito favorável para o Brasil, a inflação menor que Estados Unidos e Europa, crescimento econômico maior do que os Estados Unidos e a Europa e a menor taxa de desemprego dos últimos anos. Apesar da pandemia e da guerra, o ministro Paulo Guedes conduziu muito bem a nossa economia. Obviamente, em um momento de dificuldade”.


“Então, cabe ao novo governo pensar em como manter esta recuperação econômica do Brasil melhor do que outros países, porque é isso que pode nos colocar à frente em um segundo momento. Esperamos que não se repita aqui no Brasil, com a esquerda assumindo o poder, a mesma produção econômica da Argentina, da Venezuela, do Chile. Nós esperamos que aqui o centro democrático do Congresso Nacional segure o país na direção correta”, declarou. Para o parlamentar, independentemente do vencedor do pleito, o que importa é a relação com o Congresso Nacional: “O presidente Bolsonaro fez 100 deputados e o presidente Lula fez 80 deputados da federação de partidos que o apoia. Então, qualquer um que vencesse teria que consolidar a maioria com negociação com os partidos do centro. Por isso que eu digo que o centro é o responsável por decidir os destinos do país. Se ganhou a esquerda, o governo será centro-esquerda, e quando ganhou a direita, o governo foi de centro-direita”
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