Desde o pelotão escalado para o governo de transição até a nomeação dos ministros – que Lula recusou-se a divulgar antes das eleições – o novo governo conseguiu reunir tanto denunciados e investigados, como condenados e ex-presidiários.

Tivemos Guido Mantega, preso em uma das fases da Lava Jato, réu por corrupção e lavagem de dinheiro, além de acusado de crimes na Operação Zelotes. Além de Paulo Bernardo, outro preso na Lava Jato por corrupção e também enquadrado por organização criminosa e corrupção passiva. Ademais, o time reuniu Paulo Okamoto (denunciado nas CPIs dos Bingos e do Mensalão), André Ceciliano (investigado por “rachadinhas”) e, claro, Antônio Palocci, que dispensa apresentações.

Quanto aos ministros, veja uma pequena parte da ficha corrida de alguns deles.

Flávio Dino – Ministério da Justiça – delatado por receber propina para beneficiar a Odebrecht, envolvido em escândalos de corrupção na saúde na Operação Pegadores, investigado por compra irregular de combustíveis e peculato (desvio de dinheiro público);

Camilo Santana – Ministério da Educação – Já teve seus bens bloqueados pela Justiça no caso que conhecido como o “escândalo dos banheiros”;

Alexandre Padilha – Ministério das Relações Institucionais – alvo de diversos processos, incluindo o recebimento de milhões de reais em doações ilícitas para campanhas eleitorais;

Rui Costa – Ministério da Casa Civil – investigado pelos R$ 50 milhões gastos durante a pandemia para a compra de respiradores que nunca foram entregues;

Fernando Haddad – Ministério da Fazenda – considerado o pior prefeito da cidade de São Paulo e condenado pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais pelo TRE-SP, em 2019;

Margareth Menezes – Ministério da Cultura – mais de R$ 1 milhão em dívidas com a União (que ela afirma estarem “sendo pagas”) e dona de empresas e ONG investigadas pela Receita Federal e pelo Tribunal de Contas da União;

Wellington Dias – Desenvolvimento Social e Esportes – envolvido em diversos escândalos de corrupção como a máfia das ambulâncias, esquemas milionários em obras no Piauí, crimes na pandemia por compra superfaturada de medicamentos e materiais hospitalares;

Luiz Marinho – Ministério do Trabalho – condenado por nepotismo, prática ilegal que favorece parentes na ocupação de cargos da administração pública.
 
Em alguns casos, as nomeações parecem piadas prontas.
O único problema é que só eles estão achando graça.