Uma megaoperação interagências deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (3) sacudiu o cenário da segurança pública no Extremo Sul da Bahia. Batizada de "Operação Ruptura", a ação coordenada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco Sul (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com as Polícias Civil e Militar, cumpre uma série de mandados de prisão e de busca e apreensão na cidade de Itabela e municípios vizinhos.
O alvo principal é uma organização criminosa de alta periculosidade, com forte atuação no tráfico de entorpecentes, roubos de cargas e apontada como mandante de uma onda recente de homicídios que vinha assustando a região da Costa do Descobrimento.
Até o momento, o balanço preliminar aponta para 5 prisões efetuadas em flagrante/cumprimento de mandado e 16 alvos de busca e apreensão devidamente revistados pelas equipes de elite da polícia.
A Estratégia por trás do Nome: Asfixia Financeira e de Logística
O nome "Ruptura" não foi escolhido ao acaso por inteligência do Gaeco. Fontes ligadas à investigação apontam que o objetivo central da operação não é apenas prender o "braço armado" (os executores que atuam nas ruas), mas sim quebrar a espinha dorsal logística e financeira do grupo.
Itabela, por sua posição geográfica estratégica e forte ligação com o escoamento de mercadorias e divisas com Porto Seguro e Eunápolis, vinha sendo utilizada como uma espécie de "entreposto" para o armazenamento de armas e distribuição de drogas que abastecem outras cidades turísticas da região.
Ação Nacional
A ofensiva na Bahia faz parte de um movimento simultâneo articulado pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que visa sufocar as ramificações de facções criminosas em todo o país neste início de mês. Com o apoio de unidades táticas da Polícia Militar (CIPE-Mata Atlântica e Rondesp) e investigadores da Polícia Civil, o perímetro da operação segue cercado, e novas prisões ou apreensões de armamento pesado e valores em espécie podem ser confirmadas ao longo do dia.
Para a população do Extremo Sul, a ação do Gaeco sinaliza uma resposta dura do Estado em um momento em que a região se prepara para receber milhares de visitantes para o período junino, exigindo o reestabelecimento da ordem e a neutralização de lideranças do tráfico local.
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