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Desde a semana passada está em vigor uma nova lei em São Paulo que obriga donos de casas noturnas, bares e restaurantes a oferecerem medidas de segurança a mulheres que se sentirem em situação de risco. Isso vale para agressões físicas, sexuais e também psicológicas. Muitas vezes, pela rapidez em que acontece ou até mesmo pelo ambiente, o abuso pode entrar em um campo subjetivo, mas qualquer atitude sem consentimento da mulher configura importunação sexual, desde comentários desrespeitosos a toques indesejados, como puxar pelo braço ou beijar à força. A engenheira Tatiana diz que espera que a lei funcione na prática: “Pelo menos agora já me senti um pouco mais confortável. Antes eu só saía com o meu namorado, agora a gente se sente até mais confortável para sair com as amigas, mas antes disso, não”, comenta.
Além do cartaz no banheiro, os funcionários do local foram orientados a ficarem em alerta para situações suspeitas. “A gente repara se o rapaz quer embebedar a moça, se ela já bebeu demais. A gente sempre oferece uma água na mesa, tenta intervir para que não aconteça nada desagradável com a mulher”, conta a dona do bar. Medidas assim vão ao encontro de um protocolo aprovado em Barcelona no ano passado após um estupro coletivo, legislação que foi determinante no caso Daniel Alves, jogador que está preso preventivamente desde janeiro após ser acusado de ter abusado sexualmente de uma mulher de 23 anos em uma boate.
Projetos que previnem o abuso sexual de mulheres em bares e restaurantes também tramitam no Congresso Nacional, ainda sem data para aprovação. A Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) é a favor de leis e ações em prol da segurança das mulheres. Segundo o diretor da instituição, Percival Maricato, a entidade já prevê palestras e workshops de treinamento para proprietários e funcionários do setor. “Nós queremos que bares, restaurantes e espaços noturnos sejam ambientes de lazer, tranquilidade, divertimento e paz. Não um ambiente de truculência. Estaremos treinando os funcionários para eles terem sensibilidade, ficarem atentos para a ocorrência. Nós colocaremos um cartaz, para que a pessoa incomodada possa procurar a gerência. Nós atenderemos também avaliando o que é preciso fazer, se é preciso intervir, fazer uma ligação para afastar a pessoa que incomoda a outra ou, no limite, chamar a polícia”, diz Maricato.
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