‘Quem quer cometer crime não cumpre os trâmites legais’, afirma Marcos do Val

Senador discorda da decisão da ministra do Rosa Weber de suspender decretos do presidente Bolsonaro que entrariam em vigor nesta terça-feira.

O senador Marcos do Val, relator do projeto que busca suspender o decreto das armas, criticou a decisão da ministra do STF Rosa Weber de suspender as decisões do presidente Jair Bolsonaro que entrariam em vigor nesta terça-feira, 13. Ele alfinetou, também, os parlamentares dos cinco partidos que “provocaram o Supremo” para esse resultado. “Reclama-se muito que o STF está sempre interferindo, mas é muito claro que quem faz essas provocações são os próprios senadores e deputados”, avalia. Do Val disse que Weber tomou a decisão com base em argumentos meritórios, não constitucionais, e que são facilmente questionáveis.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Marcos do Val afirmou que esses parlamentares atuam por vários interesses — entre eles, políticos. “São partidos de oposição. Eles querem descontruir bandeiras do presidente da República. Quando se fala nos Estados Unidos, desarmar é impraticável.” O senador afirmou que possui arma há mais de 30 anos e que, nos últimos dias, intercedeu em uma tentativa de feminicídio na sua própria rua.

Marcos do Val afirmou que a esquerda “gosta de consumir drogas ilícitas” e, ao fazer isso, ajuda a sustentar o tráfico — que é quem importa armas do Paraguai. Ele destacou que a oposição força para que a sociedade acredite que a criminalidade aumenta porque um cidadão de bem fez todo o trâmite burocrático para cometer um homicídio. “Vamos imaginar que eu quero matar alguém. Compro um carro, emplaco, tiro CNH, passo por todos os testes. Mas pego o carro e mato alguém. Não faz sentido isso. Quem quer cometer crime não cumpre os trâmites legais.”

“Minha arma protege e salva vidas. Juntos, somos uma força aliada da polícia”, declarou. Ele também disse que tem uma placa na porta de sua residência avisando que os moradores são armas e peritos na utilização. “Na casa do lado não tem essa placa. O bandido que vai assaltar vai ler isso na minha e vai ver que na do lado não tem. Qual casa ele vai decidir entrar? Óbvio que não é na minha.” Ele completou: “Não é a arma que mata, mas as pessoas que matam. Com faca, carro, qualquer equipamento que seja.”

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