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A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) avalia que a unificação dos impostos federais (PIS e Cofins), estadual (ICMS) e municipal (ISS) prevista na reforma tributária poderá elevar o quanto os restaurantes recolhem e, com isso, os clientes poderão ter de pagar até 20% a mais. Os donos de restaurantes alegam que atingir lucratividade é muito difícil diante da carga tributária atual, além de problemas de logística e fornecedores. Em entrevista o vice-presidente da ANR, Erik Momo, destacou que uma regra única vai abarcar um setor extremamente heterogêneo: “Você tem desde o pequeno operador, que tem uma barraquinha e vende um preparo muito simplificado, até grandes redes que são internacionais. Essa grande diversidade acaba tendo uma complexidade para trazer uma proposta homogênea para o setor. O que a gente acaba vendo é que, no final das contas, a gente está falando de alimento, o que tem que se tornar acessível para a população. Independentemente de em que momento se encontra esse alimento”.
O empresário Alexandre Barreiro, que é dono de uma hamburgueria em São Paulo, falou sobre esta situação: “Não é possível que não esteja performando bem. Hoje, eu sou o líder da publicidade na internet, bati os recordes da rede social com visualizações. Tenho uma casa no melhor bairro de São Paulo, tenho uma equipe treinada e uma estrutura fantástica e a minha conta não fecha? Eu não vim da pandemia com débitos, não tenho passivo e dinheiro emprestado, é tudo capital próprio. E eu não consigo fechar a minha conta? O que eu estou fazendo de errado? Lembra daquele hambúrguer de R$ 30? Eu ganho R$ 3. É impossível fechar a conta. E vão aumentar o imposto?”.
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