A Vara Federal não encontrou nenhum imóvel em nome do senador e ex-jogador Romário. Com dívidas superiores a R$ 2,5 milhões, o ex-jogador recebeu determinação para penhora de bens em seu nome. No entanto, na última busca, todas as propriedades procurados na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, assim como em outras regiões da zona sul, estão em nome de outras pessoas. Não foi encontrado nenhum imóvel em nome do senador. Por isso, a Vara Federal busca o bloqueio de contas bancárias do parlamentar. Além da dívida milionária, o senador também deve cerca de R$ 600 mil referente ao não pagamento de tributos de um estabelecimento comercial onde ele seria sócio. Segundo informações da Vara Federal, a Promotoria também acompanha o caso. A assessoria de imprensa do parlamentar não quis comentar o caso. Romário busca a reeleição ao Senado Federal em outubro.

Romário deve ter ex-mulher de Bolsonaro como suplente na chapa ao Senado para "quebrar o gelo" com os radicais

Para frear as contestações da militância bolsonarista à candidatura do senador Romário, o PL estuda a escalação da ex-mulher de Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, como sua primeira suplente na campanha ao Senado pelo Rio. Mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, Rogéria seria uma espécie de “chancela” da família ao nome do ex-jogador de futebol. O parlamentar enfrenta resistências entre os eleitores da direita, que defendem nomes como o do deputado federal Daniel Silveira (PTB) e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para senador. As informações são do jornal O Globo.

Principal entusiasta da ideia, o também senador Flávio Bolsonaro acredita que a construção de uma campanha com uma pegada que explore a dobradinha “Romário e família Bolsonaro” apaziguaria os militantes e teria o poder de constranger os correligionários que têm preferido se alinhar ao deputado estadual André Ceciliano (PT), que também tenta o Senado.

O governador Cláudio Castro (PL), que é candidato à reeleição, por exemplo, tem evitado externar o apoio ao ex-jogador enquanto se mostra alinhado a Ceciliano, que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Nos bastidores do PL, há um recado que lideranças fazem chegar aos deputados: quem se alinhar a Ceciliano em detrimento de Romário enfrentará dificuldade para receber verba do fundo partidário.