Kevin Eleto: Bitcoin: a maior das criptomoedas

Kevin Eleto: Bitcoin: a maior das criptomoedas

Kevin Eleto é Presidente da Unilideres em Porto Seguro e representante do Grupo Empresários Unidos BPS

Nos últimos textos dessa coluna, falamos bastante sobre criptomoedas: o que são, para que servem, como conseguir, como funciona a variação nos preços, vantagens e desvantagem de se investir nessas moedas, como investir e também apresentamos as principais criptomoedas disponíveis no mercado. Se você não leu os outros artigos e está interessado em aprender mais sobre esse incrível mercado, recomendo que leia “Criptomoedas: o que é isso?” e “Quais as principais criptomoedas do mercado mundial?”, artigos localizados nesse mesmo portal AGazetta. Lá você saberá mais sobre Bitcoin cash, Ethereum, Litecoin, Ripple, Tether e Bitcoin, que é a crito mais importante de todas e por esse motivo merece um artigo somente sobre ela.

O que é Bitcoin?

O bitcoin foi a primeira criptomoeda a ser lançada no ambiente digital, surgiu em 2009, em plena crise econômica mundial, desde então está circulando sem nenhuma interrupção. O projeto desse ativo foi publicado na internet, com o nome “White Papper” (papel em branco, em inglês), por um programador que nunca revelou sua real identidade, com pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Quando anunciada, a moeda foi desacreditada por muitos, já que não fora a primeira tentativa de conceber uma moeda no âmbito digital. Por causa das tentativas anteriores fracassadas, se gerou uma desconfiança em relação ao bitcoin.

No entanto, uma característica muito importante ajudou para seu sucesso e revolucionaria todo o mercado. Essa característica estava no título do projeto postado nas redes, “Bitcoin: um sitema de dinheiro eletrônico peer-to-perr” que significa pessoas para pessoas. Esse novo sistema era descentralizado, ou seja, não tendo nenhuma regulamentação de governos, empresas, bancos ou pessoas, pois ela sequer possuía um dono. Isso, possibilitou a compra e venda de bitcoins sem intermediários.

Como funciona o Bitcoin?

Bitcoin é baseado em um sistema de criptografia, o que gerou o termo criptomoeda, esse sistema que garante a execução das transações, que ocorrem de maneira anônima. Cada bitcoin ou uma fração dela, representam um código complexo que não pode ser alterado. As transações realizadas com elas são protegidas por criptografia. O que não passa por nenhuma regulamentação estatal, de empresas ou instituições financeiras/bancárias. Possui suas próprias regras, sendo negociada dentro de uma rede particular, o blockchain, que é um grande banco de dados, gerido pelos próprios usuários da rede. Essas pessoas registram e validam cada transação, uma a uma, utilizando seus próprios computadores para gravá-las nesse enorme registro de transações.

Cada nova transação, transferência entre duas pessoas, por exemplo, é verificada no o blockchain, para assegurar que os mesmos Bitcoins não tenham sido previamente usados por outro indivíduo. Todo esse processo é realizado pelos próprios usuários/consumidores de bitcoin, pois a realização dessa ação gera pagamento com a própria moeda. Esse processo recebeu o nome de mineração e quem o realiza é um minerador. Basicamente são os computadores desses mineradores, conectados à rede e trabalhando para resolver problemas e equações matemáticos complexos, e quando resolvidos, “recebem” um bloco de bitcoins, como recompensa.

                Sendo assim que surge novas unidades dessa criptomoeda, no entanto segundo as diretrizes de Satochi Nakamoto, existe um número limite de bitcoins a serem produzidos, serão ao todo 21 milhões de unidades até o ano de 2140. Por causa de sua quantidade finita de unidades, a taxa de emissão (recompensa recebida na mineração) cai pela metade a cada período de mais ou menos 4 anos, o chamado halving. Essa característica que está encravada dentro do código da criptomoeda. Isso difere radicalmente dos sistemas monetários tradicionais, nos quais os governos responsáveis por determinada moeda, imprimem dinheiro sem parar. Enquanto o bitcoin reduz sua emissão a cada 4 anos, minimizando os riscos de inflação e aumentando seu valor por causa do efeito da lei de demanda e oferta, por ser escassa.

Como comprar bitcoin?

Existemquatro maneiras de adquirir, a primeira seria aceitar essa moeda como pagamento em seu negócio, comprar diretamente de alguma pessoa que já tenha bitcoins ou em uma corretora de criptomoedas (Exchange) e minerando bitcoins como já foi explicado. Dessasoutras trêsopçõesrestantes, a mais simples e rápida é adquirir por meio de uma corretora ou Exchange.  Que são bem similares ao funcionamento de corretoras de ações, em que você deve criar uma conta, realizar um depósito ou transferência em moeda corrente (real se você estiver no Brasil) para a corretora. Em seguida, quando o dinheiro for creditado, você realiza a compra da quantidade ou fração desejada de bitcoin.

Igualmente as corretoras de ações, as corretoras de crito ganham dinheiro com corretagem, ou seja cobrando pequenas taxas (que variam de corretora pra corretora), sobre as compra e venda de moedas digitais. Elas também fazem o serviço de armazenamento das moedas compradas, em uma carteira digital individualizada, para isso investem pesado em segurança contra invasões de hacker. Outra forma de guardar suas bitcons são em carteiras digitais fora da corretora, existem as mobile wallet, que são carteiras móveis que ficam localizadas no celular do proprietário. Já as cold wallets, ou carteiras frias, possuem esse nome, porque como são uma espécie de pendrive, que fica desconectado da rede de internet, possuem muito mais segurança para armazenamento, principalmente a longo prazo.

Atenção ao investir

Agora já conhecemos as informações mais importantes sobre o bitcoin, suas peculiaridades, como ela funciona, como comprar e onde comprar. Porém é muito importante fazer um alerta aqui, não devemos ser jamais extremistas no mundos dos investimentos, seja ele qual for, ainda mais no universo cripto. Ter equilíbrio e sensatez é primordial, muitos acham que bitcoin é uma bolha financeira, “pirâmide” ou um investimento inseguro. Pensar assim é um grande equívoco, os 12 anos de existência dessa moeda, toda sua história e trajetória podem provar isso. Essa cripto é tão revolucionária que através dela, se criou um novo e gigantesco mercado, que está apenas começando e mesmo assim já movimentou trilhões em dólares e possui a longo prazo, a capacidade de movimentar muito mais.

Porém o outro extremo é ser otimista demais, depositar confiança exacerbada e desrespeitar regras básicas nos investimentos. Tenho visto alguns casos bizarros, de pessoas que venderam seus bens, pegaram empréstimos ou esvaziaram suas economias de anos, para investir TUDO em bitcoin. Boa parte dessas pessoas estão aproveitando a baixa no valor dessa criptomoeda e almejando altos lucros e rapidez no retorno de seu investimento. Jamais e em hipótese nenhuma, invista de maneira irresponsável! Depositar todas as esperanças de crescimento financeiro em um único ativo e de tanta volatilidade, é a melhor receita para se perder dinheiro. Não podemos tratar investimentos, como um jogo de azar, que se conta unicamente com a sorte para ganhar.  

Para evitar extremos como esses, que sempre devemos investir em conhecimento e estudos na área especifica que se deseja aprender. Somente o conhecimento e a experiência, poderão mostrar as melhores decisões a serem tomadas, para preservar seu capital e multiplica-lo ao decorrer do tempo. No nosso próximo encontro nessa coluna, iremos conversar sobre as vantagens e desvantagens do bitcoin e se vale mesmo apena investir nessa moeda. Então se eu fosse você, não perderia por nada o próximo artigo aqui no portal Agazetta, até a próxima.

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