Entidade diz que policiais militares seguirão Exército em caso de ‘ruptura institucional’

Entidade diz que policiais militares seguirão Exército em caso de ‘ruptura institucional’

Comunicado da Amebrasil foi divulgado horas após governadores discutirem a atuação das PMs nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro

A Associação Nacional dos Militares Estaduais do Brasil (Amebrasil) divulgou nota informando que as polícias militares irão seguir o Exército, caso ocorra uma ruptura institucional no país. O comunicado foi divulgado pelo presidente da entidade, horas após governadores discutirem a atuação das PMs nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro. O Fórum dos Governadores disse que fará o possível para que as corporações “atuem nos limites da constituição”. Na nota, a Amebrasil diz que compete às polícias, constitucionalmente, “a segurança e a ordem pública”. No entanto, a entidade diz que também são atribuídas, “no campo da defesa interna ou no caso de ruptura institucional, compor o esforço de mobilização nacional para a defesa da pátria, a garantia dos poderes constitucionais e garantir a lei e a ordem”. Assim, complementa a nota, que nesses casos, “as polícias militares serão automaticamente convocadas pela força terrestre federal para atuarem nesse contexto como força auxiliar e reserva do exército”.

Segundo a entidade, “as polícias militares não podem ser empregadas de forma disfuncional por nenhum governador, pois são instituições de Estado, e não de governo”. O deputado federal Coronel Tadeu (PSL), em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, comentou a nota da associação. “Então, portanto, eu tenho certeza absoluta que o Exército jamais será a dor de um cenário criminoso. Se, eventualmente, nós tivermos um cenário de quebra constitucional, tenha que acontecer a intervenção do Exército brasileiro, nós estaremos respaldados em um ato de legalidade que o Exército está promovendo. Por isso essa confiança no Exército. Por isso essa confiança de que eles são legalistas tanto quanto nós.” Do outro lado, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil ontem para investigar dois coronéis da Polícia Militar. O MP quer saber se eles cometeram ato de improbidade administrativa ao convocar policiais para a manifestação. Os investigados são Aleksander Lacerda, coronel da ativa da polícia paulista afastado do cargo na segunda-feira pelo governador João Doria — além do coronel da reserva Ricardo Nascimento de Mello Araújo, ex-comandante da Rota e presidente da Ceagesp.

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