11 pessoas são presas em operação da PF no Rio; quatro são desembargadores do TRT-RJ

11 pessoas são presas em operação da PF no Rio; quatro são desembargadores do TRT-RJ

Fonte: BNEWS
A Polícia Federal prendeu quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) na manhã desta terça-feira (2), em uma ação da Operação Mais Valia,  desdobramento da Operação Tris in Idem, que, em agosto de 2020, afastou do cargo o então governador do RJ, Wilson Witzel (PSC), na crise dos gastos em meio à pandemia do novo coronavírus.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel, que em janeiro virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro..

A PF cumpriu, no total, 11 mandados de prisão — contra os quatro juízes e sete supostos operadores — e prendeu um advogado em flagrante, por posse ilegal de arma. Segundo apurou o G1, são eles:

Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues, desembargador
Eduarda Pinto da Cruz, operadora
Fernando Antônio Zorzenon da Silva, desembargador
José da Fonseca Martins Junior, desembargador
Leila Maria Gregory Cavalcante de Albuquerque, operadora
Manoel Messias Peixinho
Marcello Cavanellas Zorzenon da Silva, operador
Marcos Pinto da Cruz, desembargador
Pedro D’Alcântara Miranda Neto
Sônia Regina Dias Martins, operadora
Suzani Andrade Ferraro, operadora

O desembargador Pinto da Cruz foi preso em casa, uma mansão no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Pouco antes das 10h, uma viatura da PF entrou na garagem do magistrado para detê-lo. Uma das equipes foi ao TRT, no Centro do Rio. Os mandados foram expedidos pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, a pedido da Vice-Presidência da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Segundo investigações, para participar do esquema, as Organizações Sociais da área da Saúde teriam que fazer pagamentos disfarçados de honorários advocatícios a escritórios apontados pela irmã do desembargador, a advogada Eduarda Pinto da Cruz. Essas informações fazem parte da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos. Na época, o desembargador não se manifestou.

Em nota enviado ao G1, o TRT ressaltou “seu compromisso com a legalidade” e informou estar “à disposição das autoridades no que for necessário para auxiliar nas investigações que levem ao total esclarecimento dos fatos”.

Desde o ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga a existência de esquemas criminosos com a participação do chefe do Executivo Estadual, já afastado do cargo. Ao todo, já foram apresentadas três denúncias ao STJ contra Witzel, a esposa, Helena, e outros envolvidos nos crimes já apurados. Entre os casos investigados estão desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da epidemia da covid-19.

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